sábado, 2 de novembro de 2013

17 minutos...

17 minutos... 
E o mar que pensou que poderia ter todo o brilho do sol... Se contentou também com o brilho simplório da lua... 
17 minutos para o nascer do sol... 
e o mar contemplou a lua, seria ele capaz de esperar anoitecer para vê-la e admirá-la novamente? Tao belo e nobre ser, que estava acostumado com o brilho intenso do sol, se abriu em um sorriso tão amplo ao notar a tão bela existência da lua... 
Que lua? a lua da liberdade, a lua da simplicidade, a lua do sorriso, a lua que encantava as estrelas, e brilhava tão belamente, que fez o imenso mar se derreter... 
17 minutos apenas para o nascer do sol... 
E o que o sol iria fazer ao descobrir que o seu maior admirador estava enamorado pela lua, um ser que não brilhava na sua presença?  
E quem iria se importar com o que o sol iria pensar? 
Ele estava enamorado. Cantava e ondulava e pedia a ajuda do vento, para que ele levasse a lua o seu mais puro desejo de desejá-la...  
E o sol iria nascer e a lua iria desaparecer... 
Mas ela iria regressar... 
Ele estava perdidamente enamorado... 
Ele confessava, e os passarinhos, que já estava quase na hora de acordar para cantar no primeiro segundo do sol, para saudá-lo, despertaram. E o vento que estava frio por causa do tempo natural da noite, se aqueceu. E as estrelas falaram para as nuvens se afastar um pouco, para que não pudesse ficar tampando a visão da lua. 
E a lua soube do mar e o mar amou a lua pelos próximos 17 minutos.   
E a paciência do tempo se alargou e os  17 minutos pararam. 
E foi assim que as estrelas do mar nasceu.

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