quarta-feira, 8 de abril de 2015

Pesadelo de uma noite de verão

Estava em casa, na casa em que vivi minha infância e o meu início de juventude,  e estava muito bem.  A noite estrelada,  de um azul anil,  sem nuvens. Havia três homens deitados no jardim e uma mulher deitado com um deles.  O jardim tinha mais plantas que eu poderia me lembrar.  Havia três colchões lá,  e num deles o casal estava se esfregando um no outro, e pude ver os órgãos que normalmente ficavam encoberto por roupas.

Sai e fiquei na rua. Os postes iluminavam tudo de uma maneira mais brilhante,  de uma maneira tão especial,  do jeito em que eu me lembrava de quando eu era jovem, de quando eu era uma criança.  Olhei o céu e a aparência dele, límpida,  sem uma cor diferente,  era realmente estranha. Tive medo, algo que começou na ponta dos meus dedos e foi à cabeça ao chão.  Um tremor invade meu ser e me deixou zonza. Algo errado estava pra acontecer. Abri o portão pra entrar em casa e algo estava errado, pois o homem que praticava o ato com a mulher estava tendo uma espécie de convulsão,  nú, completamente estirado ao chão. Olhos revirados, e torcido. A mulher também tinha a mesma reação.  Seria algo que resultou de fazer sexo no jardim à céu aberto? Olhei o céu e símbolos estranhos, num grande círculo estava no céu.  Olhei para a rua e vi que todos os que ali se encontravam também admiravam aquele estranho fato.

Entrei em casa e avistei minha tia e minha avó. Voltei os olhos ao céu.  Os símbolos haviam aumentado e um sepulcral silêncio havia se instalado. O que havia acontecido?

De repente, o circulo com antigas formas tribais aumentou um uma forma de nave, algo em que jamais eu tinha visto,  algo que era estranho e especialmente assustador,  começo a ter forma dentro do círculo. Algo me fez trancar as grades de casa. O medo estava em um limite além do meu verdadeiro ser. Àquilo era de causar arrepios de arrepios de cemitérios. Aquilo ali estava trazendo uma parte de mim , que me fazia querer esquecer.
Algo me dizia que eu estaria prestes a morrer.
Eu sabia que estaria prestes a me fuder.
Eu estava ferrada e nem era no bom sentido.

Da nave que era estranha,  saiu uma espécie de ônibus, ou como foi o jeito em que eu o vi, e este  transporte menor virou e apareceu um ser, que lembrava vagamente um homem morto, com pele sem brilho, olhos pretos, mas sem tom de vida, apenas uma bola negra. E eu estava olhando àquilo.
Eu estava com muito medo. Frio em uma noite de verão não era exatamente o que eu procurava em Olinda. Não era algo normal. O medo

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