Já passara muito tempo que havia chegado ao hospital, fazendo a ficha dela, tentei procurar uma enfermeira ou um médico pra me falar algo sobre ela, nada. Uma hora da tarde, sentei e fiquei olhando como é que o ponteiro de um relógio se movia tão preguiçosamente que eu queria ajudá-lo, e o faria, se ele pedisse. Quando recebemos uma noticia, nos alegramos com algo bom, quando não, não. Apesar de o dia ter começado ruim, terminaria ainda pior. Porque seria eu a divulgar àquela novidade que não agradaria a quem escutasse? Deveria ter ligado à minha avó e dito o que havia acontecido, mas não, fui esperar até que as coisas realmente piorassem...
Quem iria imaginar que o fato de uma pessoa ter se assustado de ver um acidente com uns metros a frente acontecer e tentar frear e não conseguir. Mas a causa do abandono na vida terrestre fora o susto que provocara um aborto espontâneo e a levara à hemorragia que além do sangue de seu corpo e a criança, levara a animação do corpo.
Não me alimentei não dormir, nem mesmo me comuniquei com ninguém, somente tinha aderido a noticia de tal forma, que entendi que a vida não é aquilo que vivemos, mas sim as coisas que de alguma forma deixamos de fazer...
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