Numa tarde qualquer não pude deixar de lado o fato de chover torrencialmente.
O dia estava prometendo novos acontecimentos. Dias assim quebrava o monótono. Depois de dias ensolarados, o que podia se esperar para o inicio do inverno?
O dia parecia que iria durar um século, parecia ser um dia perfeito para lembrar coisas que outrora alguma parte do coração necessitava esquecer... Mas quem não se lembraria da primeira tentativa do primeiro beijo e não se lembraria da vergonha que intrínsecamente estava ligada a imposição da turma de amigas que estava me acompanhando... Lembrar do dia que fora a Lan House pra imprimir um arquivo,que era na verdade o trabalho de português para ser entregue no dia seguinte e que demorou três semanas para finalizá-lo , do pen drive da prima e ao invés de abri-lo, deletá-lo.
Domingo, hoje, esse era o dia mais confuso desde que o inverno começara... fora. Até aquela tarde ao descobrir o inevitável. Descobri que o quando se pensa que o dia está ruim, ele pode piorar. O acidente com uma bela mulher que, por algum motivo patético, eu havia discutido... Bobagens, essas que sabemos que pode ser resolvida depois, em uma hora onde não há preocupação com escritório e nem com a historia de uma nova epidemia. A senhora que por algum motivo escolhera passa por uma via que deveria alimentar por um ciclo de 9 meses, que havia desistido de fazer outra coisa que não estava relacionado a não se preocupar com o seu corpo e sim com o pequeno ser que estava brotando no seio de seu ser...
O acidente que provara o quanto o ser humano pode ser terrivelmente frágil... Não sabia ao certo o que havia acontecido. Só me lembrava de ter acordado as três e meia da manhã com a ligação do hospital Santa Maria com o aviso que havia acontecido uma colisão na estrada que cruza entre a Cidade do Mar e a Cidade das ilhas. Neste acontecimento um ford ka azul , KFAS-1991. Quando escutei esse numero algo veio em minha mente, O que será que a minha mãe estava fazendo a uma hora dessas? Foi quando escutei a resposta que não queria ouvir, não hoje, nem agora. Ela estava na UTI, unidade de terapia intensiva, e alguém deveria ir até lá pra fazer os devidos acompanhamentos.
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