domingo, 8 de janeiro de 2012

O momento

Me encoste na parede, encoste seus braços no parede, olhe para os meus olhos penetrantemente, me enebrie com seu olhar e me pergunte o que eu estou sentindo. Se eu tentar desviar meus olhos, faça-os levantar. Não diga mais nada, só me olhe. Abaixe seus lábios um pouco e os deixe-os menos de 5 cm dos meus e quando eu levantar minhas mãos, pra colocá-las no seu pescoço e trazê-lo mais perto, preste atenção. Será um momento breve de coragem, tentarei me afastar. Quando esse momento chegar, tire suas mãos da parede, ao menos uma,  e coloque-a nas minhas costas, pois acarretará numa aceitação implícita sua para mim. Isso acontecendo, me faltará o chão, precisarei de apoio. Me sentirás amolecer, então faça seu corpo apoio para o meu e digo que jamais se arrependerás disso. E quando esse lance terminar, ficarei meio sem graça e, talvez, você pode passar seus dedos de leve na minha face avermelhada...

Se esse momento não for suficiente para você entender, não haverá outro que eu possa te dar.
Ao meu nobre garoto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário