O sono é um amigo que é de um apego muito grande. Quando ele chega, você não consegue se livrar dele, apenas tem que ceder, fazer a vontade dele. Sono, amigo tranquilo e amável, aparece e acalenta nossa mente, nosso corpo, nosso pensamento. Ele trás consigo a vontade de simplesmente com ele estar, pode parecer meio impertinente, impaciente, imprudente, muitas vezes indecente, mas de todos os amigos, ele é sempre o mais presente. É aquele que aparece pra te fazer descansar, mesmo que você seja impossivelmente e impassivelmente contra a ideia de largar o que estejas fazendo. Ele pede atenção, você não consegue ficar bem com ele se não passar oito horas com ele, do contrário, ele passará o dia todo solicitando atenção. Se conselhos queres, não estou dizendo que eu vou dar, pois conselhos você que faz os seus. O conselho vem até você, então, quando o sono chegar, simplesmente ceda, do contrário, ele irá ser indecentemente impaciente, tomará o dia para ele e você não irá conseguir se concentrar em nada mais, mesmo que você esteja numa aula de psicolinguística ou de matemática para linguística. Céus! Eu quero dormir!
Contos, crônicas, novelas, poemas.
2018
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terça-feira, 24 de junho de 2014
segunda-feira, 23 de junho de 2014
O tráfico com livros
Sempre houve uma fiscalização muito grande nos aeroportos quanto as drogas. Há seguranças, há cães, e há um monte de outras coisas que nós, civis, desconhecemos.
O que vou contar aqui foi algo que eu nunca iria acreditar se eu não tivesse visto. Estava eu no aeroporto, aguardando a minha mala chegar para poder sair dali. Na esteira de malas, que não sei o porquê de todas parecerem sempre iguais, e, pior, serem muitas. Estava distraída, e acho que eu devo ter perdido minha mala umas duas vezes, ou mais. O relógio nunca foi algo que me fazia mal, nunca fiquei preocupada em perder a hora. Enfim. Houve uma movimentação pequena próxima, algo que me fez sair do meu devaneio infantil, sim, infantil. Eu estava pensando numa música de abertura de um desenho animado em que eu tinha visto antes da viagem. Bem, este tipo de coisa só quem tem irmãos pequenos ou filhos, saberá o que é ter um refrão na cabeça, pequeno e completamente bobo, rolando apenas em sua cabeça.
Olhei o que estava acontecendo próximo a mim. Tinha uns cães farejadores ali, próximo a um cara bastante apessoado, que usava óculos e tinha uma barba bem feita. Ele parecia meramente um nerd, apesar de ser curiosamente atraente. Não que eu tenha reparado muito nele, mas sim na situação. Perguntaram-no o que ele levava na mala, e, de onde eu escava dava pra ouvir claramente o que ele dizia, a resposta em que ele deu era 'livros'. Os seguranças entreolharam-se, como se desconfiassem do que era dito. Claro, se fosse apenas livros, os cães não estariam tão agitados. Um deles disseram que eles teriam que abrir a mala, algo rotineiro para situação. Claro que eles não estava perguntando, eles estavam apenas informando sobre o que iria se passar. O cara, simplesmente assenti-o e deslacrou a mala. Quanta besteira aquilo, mas, como eu nunca tinha visto tal situação, fiquei observando ele destrancar.
Era curioso, bastante curioso, na quantidade de livros em que ali se encontrava. Fiquei me perguntando se aquilo ali era permitido, uma vez que poderíamos levar apenas 32kg em cada mala. Uma coisa era levar roupas e alguns utensílios, outra, completamente diferente, era levar livros, que aparentavam ser bem antigos, com capas grossas. Sim, a mala estava cheia disso, tão cheia que parecia a prateleira de uma biblioteca. Será que ele tinha comprado aqueles livros? Ou ele queria vendê-los? Um dos seguranças pegou um exemplar e abriu. Nada. Pegou outro e, como o anterior, absolutamente nada.
E assim se fez com uns quinze. Eles já estavam desistindo da ideia quando um dos livros caiu no chão, e, pelo que pude ver, nada de interessante aconteceu, apenas um estrondo moco no chão. O rapaz, que estava meio impaciente já, foi pegar o livro, no mesmo instante em que os cães latiu. Ele foi para trás e deixou que o policial pegasse o exemplar. Passado uns dez minutos, eles deixaram a ideia de lado e foram colocando os livros de volta. Um deles percebeu que a mão estava suja, o cara dos livros apenas disse que eles eram livros antigos, e que provavelmente isto não iria lavar tão fácil. Os cachorros estavam verdadeiramente inquietos. Eles não conseguiam se controlar, e avançaram pra cima do policial, não de morder, mas com os focinhos, apontando para a mão suja.
Na mesma noite passou no programa local de reportagem o que havia se passado no aeroporto. Coisa que, como eu disse, eu teria achado uma brincadeira bem bolada por uma mente criativa. Quem, pelos céus, iria acreditar em drogas 'impressas em livros?'. Claro, você pode ver isso todos os dias, que no lugar de tintas de impressora, a nova forma de gravar letras em livros, era com transformando em tinta a droga e adicionando em livros. Como isso era feito? Pensei um pouco, e achei isso meramente inteligente, pois ninguém iria desconfiar de tal ato. Ninguém. Ao menos eu não iria. E oura, seria fácil também para a revenda, pois você não precisaria de um extra papel para adicionar, ou seja lá a forma em que se usa isto.
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Sem compromisso
Eu sempre sentava na sala e ficava lendo qualquer coisa, esperando o meu amigo chegar para podermos voltar para casa.
A faculdade era um pouco distante, porém não era a distancia que incomodava, era até legal até, sempre dava tempo para ficar conversando, enfim.
Neste dia o meu amigo se atrasou, porém só fui notar isso quando ele chegou acompanhado de um garoto e uma garota.
Foi um lance meio rápido, porém foi o suficiente para que ele pegasse o meu contanto.
Durante uma semana ficamos de conversas, as mensagens eram divertidas e sempre uma era seguida da outra.
Encontrei com ele por acaso no saguão da faculdade, achei estranho pois aquela área era da ala do meu curso, porém nos falamos e ambos ficamos claramente surpresos pelo o encontro.
-Irás fazer o quê amanhã?
- Isso depende do horário.
-Queres almoçar comigo?- Ele perguntou. ''Por que não?'', eu pensei. ''Por que sim?'', eu repensei.
-Pode ser, posso te dizer mais tarde?-
-Claro!- E nos despedimos e ele foi embora.
Me senti muito bem, apesar disso ter sido estranho. O cara é atraente e charmoso, além disso é gentil. Se afim ele estiver, haverá algum jogo de sedução. Se isso acontecer... Cara!
sábado, 3 de agosto de 2013
Briga
Ela - Você não deveria ter feito isso!
Ele - Qual é, garota, tá ficando louca?
Ela - Sim, e o motivo é você.
Ele - Eu?
Ela - Sim.
Ele - Tá achando que sou idiota? O que foi que eu fiz para isso?
Ela - Tudo.
Ele - Tudo? Inclusive essa mania feia de roer unhas?
Ela - Claro, até isso.
Ele - Aaahm?
Ela - Sério...
Ele - O que?
Ela - Eu morguei disso.
Ele - Como assim?
Ela - Morguei. Palavra que tem como significado: Cansei, chateei, não quero mais, parei.
Ele - Voce é...
Ela - Eu sou o que?
Ele - De boa, as vezes penso que você não bate bem da cabeça.
Ela - O que você que dizer com isso?
Ele - Eu?
Ela - Sim.
Ele - Tá achando que sou idiota? O que foi que eu fiz para isso?
Ela - Tudo.
Ele - Tudo? Inclusive essa mania feia de roer unhas?
Ela - Claro, até isso.
Ele - Aaahm?
Ela - Sério...
Ele - O que?
Ela - Eu morguei disso.
Ele - Como assim?
Ela - Morguei. Palavra que tem como significado: Cansei, chateei, não quero mais, parei.
Ele - Voce é...
Ela - Eu sou o que?
Ele - De boa, as vezes penso que você não bate bem da cabeça.
Ela - O que você que dizer com isso?
Ele - Que eu não consigo te entender.
Ela - Eu serei clara com você agora... Na brincadeira da praia, por que fizeste aquilo?
Ele - Você não está se referindo a brincadeira com a bexiga?
Ela - Ah! Então você pode sair por ai correndo atrás de uma garota com a bexiga na mão e, quando chegar próximo a ela, ela se vira, ficando de costas para você, e você tenta estourar a bola na altura dos quadris dela? Ah! Perfeito isso! Talvez eu devesse me oferecer para o primeiro cara que quisesse fazer isso comigo.
Ele - Talvez? Você deveria fazer isso mesmo.
Ela - Tosco! Você é um tolo louco isso sim. Como podes dizer isso para mim?
Ele - Faca isso, se achou que eu fiz errado de fazer parte de uma brincadeira.
Ela- Brincadeira...
Ele - Faça!
Ela - Pois bem, é isso mesmo que eu vou fazer.
Ele - O que é que você vai fazer?
Ela - Vou fazer não, já estou fazendo.
Ele - O que?
Ela - Me oferecer para o primeiro cara que queira fazer isso comigo.
Ele - Então, eu sou o primeiro.
Ela - Eu serei clara com você agora... Na brincadeira da praia, por que fizeste aquilo?
Ele - Você não está se referindo a brincadeira com a bexiga?
Ela - Ah! Então você pode sair por ai correndo atrás de uma garota com a bexiga na mão e, quando chegar próximo a ela, ela se vira, ficando de costas para você, e você tenta estourar a bola na altura dos quadris dela? Ah! Perfeito isso! Talvez eu devesse me oferecer para o primeiro cara que quisesse fazer isso comigo.
Ele - Talvez? Você deveria fazer isso mesmo.
Ela - Tosco! Você é um tolo louco isso sim. Como podes dizer isso para mim?
Ele - Faca isso, se achou que eu fiz errado de fazer parte de uma brincadeira.
Ela- Brincadeira...
Ele - Faça!
Ela - Pois bem, é isso mesmo que eu vou fazer.
Ele - O que é que você vai fazer?
Ela - Vou fazer não, já estou fazendo.
Ele - O que?
Ela - Me oferecer para o primeiro cara que queira fazer isso comigo.
Ele - Então, eu sou o primeiro.
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Às vezes: Se eu te pego infantil
Outra coisa:
Eu estava no parque com minhas irmãs, eu tava distraída, afinal eu não tinha como conversar com as crianças que estavam por perto. Minha irmã Lina começou a conversar com o guri (cara, ele tinha os olhos azulados e um cabelo loiro meio branco. Ele poderia ser descrito como uma alma penada fofa, enfim), eu entendi alguns fragmentos do que ela falava. DO NADA ela começa a cantar 'AI SE EU TE PEGO, AI, AI, SE EU TE PEGO'.
Cara, levei um grande susto. Cara, eu sei que fez sucesso e tal, mas ela só tem 9 anos (de fato só vai fazer em outubro, enfim).
Achei tosco e divertido.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Viciada em matoo
Sou viciada em mato.. Confesso!
Não sei o que seria de mim sem o coentro e o orégano.
Tah, confesso meu exagero, porém não posso dizer que eu não iria sentir falta disso. A comida fica bem melhor com esses temperos.
u.u
Um ou outro, mas o coentro é melhor.
Não desmerecendo o orégano, mas é que fica com um gosto singular, não que o orégano não ficasse com um gosto singular, mas que é mais apetitoso... Não que o orégano não deixasse mais apetitoso, mas que o gosto fica mais...
Enfim...
Os dois são bons, mas o coentro é ainda melhor.
domingo, 19 de maio de 2013
Propagandas do Google
Eu tinha blog e descobri que havia uma pequena ferramenta pra colocar propagandas, coisa pequena, mas que poderia gerar algum lucro. Li o contrato. Eu tinha uma mania de ler todos eles, todas as contas da internet ou qualquer coisa ligada a ela. Enfim, li. Fiz e esperei a liberação.
Perfeito.
Coloquei umas propagandas do Google no meu blog. Cada clique que dão em cima do link da propaganda, eu ganho R$ 0,01 ou R$ 0,02. (Eu sei, um valor bem pouco, enfim, não custava nada colocar, não é?).
Fui ver quanto isso já havia gerado, e fiquei divertida ao ver o valor. Tenho acumulado, por favor não ria, um valor bem estimado, bem mesmo. A soma da quantia chega a ser exatamente R$ 1, 27. De boa, sério.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Daqui a dez anos eu poderei fazer um saque, afinal, o mínimo para ser sacado é de R$ 50,00.
Achei que isso poderia ser divertido.
No contrato diz que eu não posso pedir para que cliquem, então eu não vou pedir.
Achei que isso poderia ser uma história divertida, sei lá.
"Não se iluda", pensei. Será mesmo que as pessoas pensam que vão ganhar muito dinheiro colocando isso?
Bem, já é uma coisa, afinal, não é todo mês que você ganha R$ 1, 27.
sábado, 18 de maio de 2013
Aula de Português com Samanta
Aula sobre classificação, usando a palavra genérica 'Coisa':
Essas poia de coisa coisando qualquer coisa e mexendo coisadamente.
De coisa= adjetivo (qualifica um nome.)
Coisando= verbo (indica, de alguma maneira, a ação de algo)
Coisa= substantivo ( relação de nomes, nome de algo)
coisadamente = advérbio (toda palavra terminada em 'mente' é advérbio. Qualifica, delimita, ajusta, caracteriza um verbo)
E ai, difícil?
Qualquer coisa, coise o livro e encontre a coisa e coise.
terça-feira, 7 de maio de 2013
Congresso
Estava sentada... Não, em pé. Estava entre o primeiro e o segundo andar, exatamente no meio. Havia duas escadas para o deslocamento entre um andar e outro e , como eu evitava andar de elevadores e não tinha paciencia alguma para esperar um para subir apenas um andar eu, sempre, pegava as escadas. Ainda tinha algum tempo... As apresentações ainda iria demorar...
Fiquei parada, em pé, entre os dois andares. Escutando música. Olhei para baixo e olhei para cima. Havia um pequeno corredor entre as escadas. Era algo que caberia alguém Se alguém caísse ali, será que morreria? Não sei, talvez. Se metesse a cabeça no corrimão da escada correria o risco de um acidente serio. Mas... Morreria? Se a sorte fosse a amiga do cara que decidisse essa tentativa de adeus ao mundo, com toda a certeza ele n iria gostar. Ele iria se ferir muito, talvez quebrasse uma perna, talvez apenas o braço.
De vez em quando alguém descia e me assustava, afinal eu não tinha percebido a aproximação desse ser. As pessoas podiam levar susto, bastava estar concentrada em algo que qualquer coisa faria a adrenalina correr entre as vias nervosa do corpo humano.
Havia pequenas lampadas com dois pingos vermelhos... O que seria aquilo? Algum jeito de indicar onde estava a saída Se houvesse uma queda, um desmoronamento, eu iria conseguir sobreviver? Eu poderia descer para poder ser salva ou teria que apenas subir o corrimão enquanto tudo caia? Eu não poderia pular entre os afastamentos das escadas...
No meio de tantos pensamentos de como eu iria sobreviver a uma possível tragedia, sentei e fui escrever essa crônica. Quando deu a hora me levantei e fui ver as apresentações de posteres. Aquilo era claramente os slides de seminários... Enfim, pareceu simples. Fui ver e as pessoas estavam claramente conversando. Pareciam q n estavam nervosas nem algo do gênero. Bem, se eles não iriam apresentar eu iria, ao menos ler, analisar... Enfim, li. De todos dois me chamaram a atenção. Notei e sai.
terça-feira, 30 de abril de 2013
A bicicleta
Todos os dias eram a mesma coisa: ônibus lotado, gente fazendo barulho. Mesmo cansado, não tinha o direito de vir sentado. Quando podia, via o mar de Olinda pela janela. As vezes era divertido. Certa vez, no centro do Recife, uma dessas vendedoras ambulantes de pipoca, subiu no bus e vendeu algumas. Ela desceu. Algumas paradas depois ela subiu outra vez. Teria ela notado que havia pego o mesmo ônibus? Enfim. Num dia desses, na parada de ônibus, reencontrei uma antiga velha amiga. Conversa lá, conversa cá, descubro que a avó dela morava numa parte do caminho, em frente a praia. Ela havia me contado que ia de bicicleta ao trabalho. Me interessei pelo fato. Perguntei se assim eu poderia fazer. Questionei-a se eu poderia deixar a minha bicicleta na casa da avó dela.
Dias depois já comecei a fazer isso. Todos os dias, na mesma hora, saia e andava de bicicleta parte do caminho...
Algumas semanas se passaram e era o mesmo ritual.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
O Armário
Cheguei par visitar a casa que seria alugada para a nossa temporada de férias em Olinda. Todos os anos o grupo do trabalho decidia ir para um lugar diferente. Trabalhávamos para uma agência de viagens e o nosso setor era justamente de criar crônicas para despertar a fantasia dos clientes.
Entrei na casa. Era bem ampla e espaçosa. Em todos os quartos havia banheiro. A cozinha era bastante cômoda, assim como os outros ambientes. Quando eu ia ligar para a minha chefe, descubro que a casa já tinha sido escolhida e que as pessoas do meu trabalho já estavam a caminho. Fui até a minha casa e peguei as minhas coisas, o que acabou me deixando para trás e eu acabei pegando o último quarto. Ao entrar lá descubro que não tinha um banheiro para mim. Eu estranho isso. Não que eu fizesse questão de ter um só para mim, mas a dona da casa havia me dito que todos os quartos possuíam um. Deixei as minhas coisas de lado e fui organizar os papeis que eu tinha trazido, coisa pouca, só pra reler e fazer alguns planejamentos.
Estava tarde e percebi que todos estavam dormindo. Deito na cama. Escuto um 'pic poc, pic poc'. Acordo e fico deitada. Afinal, de onde vem esse barulho? Virei a cabeça de vagar e olhei para os lados, mas, infelizmente, o quarto estava escuro. Respiro duas vezes e viro de lado. Outra vez escuto um 'pic poc, pic poc'. Me levanto e ligo a luz. Não havia nada e nem ninguém fazendo barulho no meu quarto. Olho para o relógio e vejo que eram apenas três e meia da manhã. Belo começo de férias. Sai do quarto e fui para sala. Percebi que todos dormiam, todos menos eu. Vou a cozinha, tomo um pouco de água e volto para o quarto. Outra vez escuto um 'pic poc, pic poc'. Olhei para o relógio. Eram três horas e quarenta e dois minutos. Céus! Eu já estava me aporrinhando. Seria alguma brincadeira? Ou a casa estava com defeito? Ah, claro! Para alugar a casa ninguém conta todos os detalhes da casa. Me levanto e vou procurar de onde vem o som. O som vinha do armário. Do armário? Que saco! Como eu não imaginei isso? Mas isso não era som de ranger da madeira, parecia... Parecia... Parecia outra coisa. Abro uma porta, nada. Abro outra, nada. Havia apenas uma terceira porta. Abri. Tinha um tapete no chão. Um tapete no armário? Entrei. O armário era embutido e era enorme. Me cabia dentro. Achei estranho, mas depois que o tapete terminava, percebi que eu entrei em um outro quarto. Encontrei o interruptor de luz e liguei. Fiquei surpresa pelo o que eu encontrei. Era um banheiro completo e todo rosa. Eu cheguei a pensar que estava sonhando ou sei lá, qualquer coisa que não fosse realidade. Mas estava lá. Quem iria acreditar que uma das portas do armário, daquele imenso guarda-roupa, era a entrada do banheiro? Aquilo ali era um guarda-roupa-guarda-banheiro. Isso daria uma ótima crônica... Mas será que alguém iria acreditar nesse armário de Olinda? Ou iria achar que seria apenas uma crônica?
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Brincadeira da conquista - 1
Tava bolando algo com chocolate. Abri hoje a barra que painho me deu. Você precisa quebrar cada quadradinho que ele tem. Para isso, tens que deixá-lo na geladeira para ficar feito pedra. Os quadradinhos tem que ficar perfeito, do contrário fica menos 'sério' a brincadeira.
Tens que está acompanhada por um cara. De preferencia um ficante. Eu tinha planejado fazer isso com o... Mas não deu... Mas farei com o próximo que me encantar. Como príncipes encantados está em falta no mercado, servirá qualquer outro nobre. Enfim, voltando. Vocês têm que ficar frente a frente. Sentados de preferência, pois seus olhos tem que ficar alinhados. Como regra, ele não pode fechar os olhos e nem te tocar. Preste atenção em cada passo da brincadeira. Ainda não testei, mas consigo imaginar os resultados. Voltando, ele tem que saber que não pode fechar os olhos no decorrer da brincadeira. Agora entenda o porquê: os olhos são a chave. A chave para sabermos se ele está 'adorando', se ele está 'sentindo prazer' nisso. Se os olhos piscam, ele está gostando. Se os olhos se fecham, então ele está adorando. Se a intenção é fazer com que eles queiram mais da gente, transformar o lance em namoro, ou despertar nele o interesse por mais encontros, temos que mostrar para eles o quanto podemos provocar sensações nele. Enfim, com a pedrinha de chocolate passe levemente pelos lábios dele, algo como o toque de uma pena. Vale a pena lembrar que tens outra mão, e com esta tocarás de leve no rosto dele. Detalhe, seus olhos tem que ficar nos olhos dele e você tem que saber que ele vai estar adorando isso, e ele vai sentir que você sabe muito bem o que está fazendo.
sábado, 13 de abril de 2013
Seu Akira
Todos os dias encontro com o seu Akira. Ele todo risonho, sempre vem com uma história divertida. As vezes ele é extremamente chato. Sabe como é, certo? Todos temos o nosso dia. O que vou contar agora é algo que me tem por dúvida, algo que sempre me pergunto se é ou não é verdade. Poderás me ajudar?
É o seguinte...
Ele é um motorista. Ele sempre conta sobre as mulheres da vida dele. Ele vem trazendo histórias antigas até as mais atuais. Conta de situações que eu complico-me a querer acreditar...
Ele diz que há três mulheres na vida dele agora. A primeira é a mulher, a esposa dele. A segunda uma mulher que, assim como ele, é casada e tem 'apenas' um caso com ele. Um caso pequeno, coisa de anos... A terceira, é a namorada dele. A esposa dele não sabe das outras, mas as outras sabem que são outras... O que me intriga, caro amigo leitor, é que ele tem mais de sessenta anos. Eu não acredito que um homem dessa idade possua... Bem... Como posso dizer isso sem ser vulgar? Penso que ele seja suficiente para manter um relacionamento quente, mas três? Isso é de mais para uma cabeça de uma jovem como eu entender.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Falando sobre felicidade
Força e coragem
Quantas vezes eu falei isso para mim? Quase todos os dias encontramos situações que podem nos trazer alegria e infelicitações.
Curioso, o meu ver, como as pessoas falam da felicidade. As vezes ele parece ser algo que só se encontra em momentos ou como se fosse quase-impossível com o seu encontro. Afinal, o que é felicidade? Ter posse de algo? Ter a mulher com o corpo mais perfeito da face da terra? Comer algo delicioso? Afinal, o que você pensa sobre isso, amigo leitor? O que é felicidade para você?
É poder sorrir em todos os momentos?
É poder compra algo que se quer?
É trabalhar e ganhar bem?
É trabalhar no que gosta de fazer?
É poder ficar em casa?
É poder poder?
Acho que cada um de nós temos um conceito diferente. Algumas pessoas encontram a felicidade em casa, acompanhadas com a sua família, outras na igreja, outras com a sua necessidade impulsiva de impor a sua opinião de tudo o que considera importante. Chega a ser divertido parar para pensar sobre isso. Qual seria a sua felicidade? Acho que a minha tem uma parcela muito grande em escrever. Faço isso desde que me dou por gente...
Enfim, voltando para o que estávamos falando... Acho que me perdi.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Marco Zero - Risael
Não conheço muito, do muito que eu sei, sei pouco.
As pessoas possuem maneiras distintas de ver a vida.
Pessoas têm uma maneira singular de tratar as pessoas.
Como saber se está tudo bem?
Impossível?
Possível.
Nos conhecemos no Marco Zero. Pleno Carnaval.
A noite trazia por costume o frio, mas no carnaval a companhia era o calor.
Havia tanta gente ali...
Enquanto tantos conversavam, brincanvam ou fazima qualquer coisa comum que se faz, eu estava lá. Não tinha como costume ficar em ambientes cheios de gente. Me sentia insegura, com medo. A senção é estranha... Tenho a impressão que as pessoas vão nos esmagar, ou, se sairem correndo, ao mesmo tempo, podem causar um tumulto grande. Só sei que não me sinto bem. "Controle-se Manta", era o que eu dizia a mim mesma. Fui a Torre Malakoff, havia um palco montado ali. Tinha pouca gente. Comecei a dançar. O ritmo era bom. E como era!
Ritmo cubano, ritmo latino. Sempre me sentia bem ao dançar cumbia e outros do gênero. Dançava para mim. Dançava sentindo prazer em dançar. Dança é bom, faz bem para o corpo e para mente. Tenho essa predisposição. As vezes danço só em casa, no meu quarto, no terraço... Em qualquer canto. Uma das poucas coisas que eu sei que sei fazer bem. Enfim, dançando.
Havia um cara lá, um cara de aparência assombrosamente perfeita, possuia olhos claros, cabelos castanhos, sorriso estampado. Eu iria convidá-lo para dançar, mas tirei essa noite para fazer o que minha amiga havia me dito 'faça eles te convidarem'. Foi isso que eu fiz. Dancei só, mostrei que eu estava me divertindo comigo mesma, e eu realmente estava. Se você é capaz de se divertir só, serás capaz de divirtir os outros também. Enfim, dancei.
Eu estava cansada, verdade. Tinha trabalhado o dia todo. Me divertia... Senti que eu estava provocando ele. Não sabia ao certo o quanto, afinal eu apenas dançava. Não sei se olhei muito para ele, apenas dancei.
Numa rodada, depois de algum tempo, ele chegou até mim e me pegou e continuou a dança. Foi divertido isso, bem mais do que eu havia premeditado. Convidar para dançar é bom, mas ser convidada a dançar... Isso é melhor ainda.
domingo, 31 de março de 2013
Óculos
Estava outra vez aqui. Isso está virando rotina. Céus! Eu no quarto pequeno, escrevendo coisas na tela de um computador. Meus pensamentos divagam por tantos caminhos que poderia estar ligava a você. Mas agora o 'você' era diferente. Era uma outra pessoa. Parei o que estava fazendo e olhei para a foto no meu celular. Agora era diferente. Era real. Isso era estranho. Não eram lembranças que eu criava em minha mente, era algo que realmente havia acontecido. Um sorriso se formou em meus lábios, nos mesmos lábios que ficaram inchados depois de tantos beijos. Sei lá. Estava dando certo. Temi tanto que eu não iria conseguir me aproximar de um outro alguém. confesso que a primeira tentativa havia falhado e feio. Mas a segunda... Havia sido bem melhor. Entendi claramente o porquê das pessoas dizerem 'dê um tempo'. Não sentia pulsar em mim aquele vazio insuportável de outrora. Agora sentia uma pontada de felicidade, principalmente quando lembrava daqueles olhos castalhos claros próximos aos meus. Eu não estava apaixonada, tão menos amando. Talvez encantada. É, encantada. Ele despertava em mim sentimentos bons. Ele me provocava, me contrariava, brigava, mas me beijava. Céus! Como assim? Taria eu gostando dele de verdade? Claro que não! Em absoluto! Que coisa... Minha mente pensa cada uma... Estávamos apenas ficando. Era estranho essa palavra. Mas pela primeira vez, eu curti isso.
Céus!
É sempre bom sentir isso.
Sentir viva outra vez.
Não quero me apegar a alguém, mas pegar alguém eu quero.
Bora lá...
Ajeitei meu óculos e comecei a ver tudo normal. Sem ilusões, sem medo de tentar arranjar um jeito de encontrar com alguém que arranjava desculpa para não se ver. Eu conseguia ver um 'até logo' sem me preocupar quando seria esse 'logo'. Não estava mais ansiosa. Isso é brilhante.
sábado, 30 de março de 2013
Parque 13 de Maio
Desci do ônibus e atravessei a pista. Eram quase duas horas da tarde. O parque estava tranquilo. Tranquilo de mais para uma quinta-feira-quase-feriado.
Brinquedos diversos, como balanços em formatos de mini-bicicletas-sem-rotas-e-sem-pedais, escorregos no formato de foguete. Traziam ótimas memórias. Olhei um brinquedo que a única função dele é se pendurar com as mãos e chegar ao outro extremo... Aquilo ali era um verdadeiro paraíso... E como era!
O sol estava quente, o vento deixava a temperatura mais agradável. Me perdi vendo os pombos voarem... O escorrego não era tão alto quanto era quanto eu tinha nove anos. Não havia nenhum vendedor próximo. Nada de pipoca, nada de bolas... Só algumas crianças...
segunda-feira, 25 de março de 2013
A paquera
Estava eu, atrasada de novo para ir ao estágio, na parada para pegar o ônibus. Alguém perguntou algo pra mim, como eu estava mergulhada nos meus pensamentos, não percebi. Tocou no meu ombro. Olhei e deparei num perfeito tom de olhos castanhos. Não sei ao certo quanto tempo ficamos nos olhando. Eu não falei nada assim como ele também não disse nada. Um sorriso apareceu em mim e ele sorriu também. Eu não queria interromper aquela troca de olhares... Ele também não. O som de ônibus vindo e indo aparecia de vez em quando. Aos poucos ele levantou a mão do meu ombro e tocou-me no rosto. Um arrepio subiu em minhas mãos, em meus olhos, em meu rosto... Ele perguntou se o ônibus dele passava na parada em que estávamos. Eu respondi que sim. Disse que eu iria pegar ele também. Ele riu. Me toquei na dubiedade da frase, mas já era tarde e ele segurou meu rosto...
sexta-feira, 1 de março de 2013
Dias dos professores - Conversas entre professores
O que se dá a um professor em dia dos
professores?
A quem ensina a turma de 5ª série,
conhecida também como 6º ano, um apito. Maneira prática e ágil para chamar à
atenção de uma turma semi-intantil e cheia.
Para quem ensina as turmas de ensino
que vai até o 3º ano médio, pode oferecer... Pode oferecer um sino,
sineta.
A ideia é legal, mas não aplicável, é a do
spray de pimenta. Quando os alunos se amontoassem, chamando 'tia, tia', 'tia,
ele pegou o meu lápis', 'tia, ele me chamou de feia', você mira nos olhos. Eles
se afastam e com ele ainda em mãos, você pergunta 'quem é o próximo?'. Eu seu
que Isso foi maldoso, porém, resolveria.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Risos
Como você rir?
Minha irmã rir assim "kakakakaka",
Minha outra irmã rir para dentro, 'hihihihi'.
Uma amiga minha, quando rir, chama atenção de todos em que estão a nossa volta. Rir até quem não sabe do que ela está rindo.
Meu amigo rir timidamente. Você só sabe que ele realmente 'curtiu' a piada, quando a gente olha para ele. Riso simples. Riso gostoso de se ver.
Outras pessoas, quando riem, batem palmas, tocam na pessoa que está ao lado, abaixa a cabeça, faz careta. Outros abrem a boca 'abertamente', e soltam aquela risada, aquela bendita gargalhada.
Minha irmã rir assim "kakakakaka",
Minha outra irmã rir para dentro, 'hihihihi'.
Uma amiga minha, quando rir, chama atenção de todos em que estão a nossa volta. Rir até quem não sabe do que ela está rindo.
Meu amigo rir timidamente. Você só sabe que ele realmente 'curtiu' a piada, quando a gente olha para ele. Riso simples. Riso gostoso de se ver.
Outras pessoas, quando riem, batem palmas, tocam na pessoa que está ao lado, abaixa a cabeça, faz careta. Outros abrem a boca 'abertamente', e soltam aquela risada, aquela bendita gargalhada.
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