- Por favor - Ele dissera.
Do jeito que se encontravam agora, ela poderia sentir muito mais do que um leve abraço. Ela sabia que ele estava pronto. Ela sentia que ele estava feito uma pedra.
- Por favor - mais uma vez ele dissera. O que estaria acontecendo? Não entendia o motivo dele está pedindo, uma vez que eles eram... Eu não gostava de lembrar daquela palavra, mas não tinha como fugir, eles já não estavam mais juntos...
Ele tocou com o nariz dele em meu nariz, o que provocou algumas sensações que se espalhou do meu rosto e fez surgir uma certa necessidade que ele prosseguisse. Este movimento fez com que eu entreabrisse os lábios. Senti o hálito dele se misturando ao meu. Era um movimento instigante. A mão ele recaiu sobre o meu corpo e a outra estava em meu pescoço.
- Não podemos fazer isso - eu disse quando consegui falar...
Contrações nervosas se espalhavam pelo meu corpo, a vontade de tocar era do mesmo nível de ser tocada. O que a princípio me assustou pelo tamanho, agora se sentia agraciada pelo poder viril que aquilo trazia sob o meu corpo. A respiração dele, junto com a barba por fazer, fazia cócegas no meu pescoço. Seus lábios provocavam uma sensação peculiar, mas o NOVO trazia algo prazerosamente singular.
Respiração acelerada, pulsos molhados, corpo a corpo, tornando-se apenas um. Agora não era o encanto que se sentia que me fazia explorar cada parte dele, era um instinto que me guiava. Meu desejo não era movido pela beleza dele, tão menos pela empatia e carinho e amor que sempre acompanhava os meus pensamentos. O corpo dele trazia uma pertubação nada hesitante. Estava ansiosa de mais por aquilo, percebi com espanto. Me senti desinibida. A possessividade de como nos abraçávamos, com todos os membros, era alucinante.
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