segunda-feira, 27 de maio de 2013

Em frente ao Espelho: 7 segundos

De silêncio, ela sobrevivia. Onde estava, afinal, o antídoto para a aflição? Ela estava com uma impressão forte, que alterava completamente o seu estado espiritual.
O sono não descia, a dor de cabeça não passava... Ela estava uma pilha de nervos, parecia que o mundo havia se transformado completamente.  Não havia planos, ela estava se deixando levar pelos acontecimentos. Não vivia, apenas sobrevivia. Era algum talento? Ou estava passando por uma fase realmente ruim.
Não sabia o que fazer. Se chorar resolvesse alguma coisa, choraria. Eu já não sabia nem como aconselhar.
Seria um erro continuar a respirar? Seria um erro querer um pouco de paz interior? Seria um erro buscar as respostas para as milhares de perguntas que possuía?
Saudade de uma pessoa que não sou mais... Perdi o tato, perdi a sensibilidade pelas coisas boas... Estou perdida?
Deitar não é o melhor remédio.
Falar? Pra quem?
Perdi a visão do que seja verdadeiro amigo... Devo recorrer a um padre? Mas a função dele é só dizer que estamos perdoados  se verdadeiramente nos sentirmos arrependidos e ter-nos perdoados, nada poderá fazer. Preciso procurar um psicólogo? Eles são pagos para apenas nos escutar e passar remédios que apenas nos fará dependentes. O que, de fato, eu preciso fazer?
Perdi a bússola da minha vida e penso que estou me deixando neste estado por tempo mais do que suficiente.
Para piorar, tenho certeza, que devo estar de tpm.
Me sinto só, mesmo estando no meio de uma multidão.
Como, meu Deus, eu posso reverter isso? Eu só quero um querer viver outra vez. Colocar os meus pés no chão sem ter medo de escorregar num vazio imensurável.

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