domingo, 5 de maio de 2013

Tudo é válido na matemática do Amor - episódio 1

Sentada eu estava. Eu tinha começado deitada na cama, depois ido para a mesa da cozinha, depois viera para a escrivaninha. Digitando minha dissertação... Eu tinha consciência que eu estava sentada por muito tempo, talvez algumas horas... Não sei ao certo... O computador já estava cansado de me ver sentada ali... Mas fazer o que, não é? Eu estava  tentando acelerar a minha pesquisa... Olhei para o relógio, já ia dá 20:00  horas. Retirei a minha mão do teclado e coloquei em meu rosto. Senti uma mão no meu ombro. Retirei uma das mãos do rosto e toquei a mão que se encontrava me meu ombro. Eu já sabia de quem era o dono da mão, apesar de não ter percebido quando foi exatamente que ele chegara. Sorri um pouco e continuei  a digitar. Senti a mão saindo do meu ombro. Ele havia desistido? Eu tinha que terminar isso... Mas eu estava adiantada...

Ela havia voltado para o trabalho. Eu ficava vendo digitar e ler, e pesquisar por horas seguidas... Pensei em deixá-la terminar. Tomei banho enquanto deixei o jantar semi-pronto na cozinha. Quando voltei ela ainda estava no mesmo lugar. Com passos leves cheguei nela. Eu precisava tirá-la daquela monotonia. Toquei seu ombro e desci minha outra mão pela mão dela, neste instante ela para de digitar e dá um suspiro. Isso era um sinal de cansaço eminente dela.Virei a cadeira dela para ela ficar de frente para mim. Foi ai que me prendi nos doces olhos castanhos dela. Ela sorriu para mim, como se ela tivesse me notado.

- Boa noite Roberto.
- Boa noite Wendy.
- Me sinto na história de Peter Pan todas as vezes que você me chama assim, sabia?
- E eu me sinto tentado a te levar para a Terra do Nunca, sabia?
- Você me levaria?
- Com toda a certeza, Wendy.
- Mas antes eu preciso terminar isso aqui para o...
- Você terá tempo. Você vai conseguir, eu sei que vai.
- Mas...
- Eu te ajudo.
- É que...
- Vamos!
- Você é sempre insistente assim ou é só comigo? - falou ela divertida.
- Não, é com você eu sou um pouco mais, mas sabe por quê?
- Por quê?
- Porque eu te amo a 12 metros acima do céu. - Ele dissera isso sério.
- Você não existe - dissera ela tocando delicadamente no rosto dele.
- Se eu não existo, acho que você tá começando pirar, afinal, estarás falando só.
- Eu não poderia ter essa ilusão.
- E se fosse uma ilusão, Wendy?
- Eu seria a pessoa mais sortuda do universo.
- Por quê?
- Porque eu seria a única a ter a razão de ser feliz tão próxima a si.
- Luisa não fale assim.
- Por que não, meu nobre homem?
E ficaram um olhando para o outro. Ele que estava em pé, pegou a mão dela e a fez levantar, mas sem romper o contatos entre os olhos. Ela era menor do que ele.
- Se me sinto atraído por você mesmo quando você está calada, imagina como eu me sinto quando você diz isso para mim?
- Me chamou de Luisa.
- Te chamo de Vida, de Liberdade, de Carinho... 

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