quinta-feira, 6 de março de 2014

Encontros e desencontros: Episódio 5

Já leu o ep. 1, o ep. 2, o ep.3, o epi. 4?

Escute isto enquanto estiveres lendo. A thousand years - Christina Perri 

E como são feitos os sonhos? Sabes informar-me? Se sim, sento agora e escuto-o com todo o meu prazer. E assim presto atenção a todas as palavras em que você poderá dizer. E agora, o que me contas? 
Sonhos? Sonhos reais ou sonhos que sobrevoam a nossa mente enquanto dormimos? Ou aquelas histórias de desejos para um futuro como sonho? Então, o que procuras? Simples, tudo faz parte da mesma coisa, sonho.  Imaginar e desejar algo que queremos... 
O sonho,  não pode ser explicado, só exemplificado e isto eu posso te oferecer. 
Então, conta-me! 
Então... Na ultima noite sonhei com algo tranquilo, algo bonito, algo sincero. Algo que só poderia contar pra aqueles que saibam sonhar. Não contaria para aqueles que acham que sonhos são bobagens. Se você o achar, melhor nem mais escutar. Se queres saber, continue aqui. E aqui vamos nós. 
Estava caminhando na beira do mar, numa tranquila noite cheia de estrelas. Como todas as vezes, uma paz entrava no meu ser e eu começava a pensar em tantas coisas, coisas que me faziam bem, coisas que me faziam repensar nas atitudes que eu tinha feito, coisas legais, coisas interessantes, coisas que eu simplesmente reviveria outra vez. Passados dez minutos de caminhada, vejo uma mensagem no meu celular. Era ele. Não precisava mais de nada para explicar quem era ele. Algo sempre me fazia nervosa, sempre me deixava com uma curiosidade além do limite. Sempre me deixava com uma vontade incrível de saber o que vinha atrás daquelas mensagens. Eu estava ali para acalmar-me, e estava assim, mas aquela mensagem me deixou com uma típica sensação de querer, uma simples pensamento de que nada havia mudado. Confesso que eu não esperaria isto dele. Percebi que a gente não nos entendíamos. Aquilo era verdade, aquilo era uma feia verdade, nas esquinas de tudo o que eu tinha feito, nada o fizera notar o quão especial ele era pra mim, e eu sei que imaginei mil coisas com ele. Confesso que ao olhar para a tela do meu celular, não sabia ao certo o que fazer. Não, eu não sabia. Certas coisas ficam gravadas, como cicatriz, e jamais vão embora. E o que eu sentia agora era algo que não sabia ao certo o que pensar. Bem verdade que eu estava tão distante agora que não poderia isto alterar... 
Isto foi o seu sonho? 
Sim. Sonhos nem sempre são ligados à lógica, apesar deste sonho parecer que foi vivido. Onde eu parei... Assim, sentei-me e olhei o celular. O que eu temia? O que é que eu temia? Não poderia ser algo de mais, ou seria? Fazia tanto tempo em que a gente não mais se falava, era até estranho ele tê-lo feito. Mas o fizera. Abrir a mensagem, e assim estava escrito: 'Eu não sei porque ainda estranho o fato de você manter o mesmo número'. E como eu sabia que era o número dele? Bem, eu não sabia. Não tinha o número dele no meu celular, mas lembrei assim que eu vi o número. Seria mais maturo de minha parte apenas ignorá-lo. 
Mas tudo em que girava em torno deste cara, fazia-me ter curiosidade. Então eu respondi: 'e ainda tens o meu número? Quem deveria estranhar era eu.' Agora fechei os olhos e perguntei-me o que ele queria. Ele sabia muito bem o que eu pensava dele, e ele sabia da dificuldade que tivera em esquecê-lo, e como fora bem fácil reaquecer o sentimento. E o que ele queria, meu Deus? 


Escute isto enquanto estiveres lendo.When You Say Nothing At All

Antes que continues, poderias explicar o que foi que te fez isso sonhar? 

Eu poderia explicar, mas isto não faz parte do sonho. Eu fechei os olhos. Senti que o vento havia passado em meu rosto, fazendo meus cabelos ondularem por alguns momentos. Eu abri os olhos e dei de cara com ele.

Como eu deveria ter agido? Em primeiro, senti-me como se algo tivesse levado para longe qualquer senso de coragem do meu ser. Eram bobagens, confesso. Nada no mundo poderia explicar o que se passou em minha mente. Nada. Simplesmente calei-me, mesmo tendo vontade de gritar sérias coisas, de simplesmente colocar tudo em que se passava em meinha mente, mas não soube fazê-lo. Olhei e simplesmente esperei. Não havia motivo para tanto, não poderia haver. Mas sonhos, como todos eles, não seguem uma ordem lógica, sonhos simplesmente acontecem, seja movido pelo um desejo intrínseco, seja um desejo exposto, mas sempre seguem um desejo que em nós nutrimos. Sonhos não é coordenado pelas lições de vidas que temos, sonhos têm os seus próprios desejo, sonhos têm seus próprios destino.

Mas como é que este sonho termina? 
Como? Bem, este sonho mudou, tem outro final. Mas acho que deviria outro sonho contar. Pode ser? Bem, o da praia termina bem simples, sem final até. Eu sei que esperavas algo mais romântico, algo mais vivido, mas confesso que eu também fiquei desapontada. Sonhos sempre terminam, mesmo que não tenha um final. Perdoe-me. O outro era bem mais vivido. Ele se passou próximo a minha casa. Sim, sempre há aquela velha história que carregamos dentro do nosso ser, aquela que nos leva a pensar num futuro romance. Parece patético falando, mas acho que é o destino de todos ter um sentimento escondido. 
Isso é o seu sonho? Fala logo, estou começando a ficar impaciente. 
Bem... Próximo a minha casa há duas casas que vendem doces, acho que o nome que se dá a elas é bomboniere. Enfim. Ele estava lá. 
Tu tens uma fissura por 'ele', certo? 
Posso continuar? Eu já te disse, sonhos não são controlados por nós mesmo! Posso terminar de contar este sonho e depois termino o que eu comecei, pode ser? 
Sim, estou ficando curiosa com os dois. 
Então. Eu tinha um amigo que sempre falava esta palavra. Era curioso, às vezes servia como um ponto final, outras vezes como uma ligação com outra coisa em que ele estava falando. Continuando... Onde foi que parei? 
Ele estava na casa de doces. 
Certo. Na verdade ele não estava dentro. Foi o seguinte... Eu estava pra sair de lá. Como lá tinha duas portas pra você sair, a primeira dava para um pátio e em seguida pra rua, eu estava no pátio quando vi ele passando pela porta. Ele não entrou, apenas passou. Eu andei de costas até sair da qualquer ponto de visão dele. Se isso foi estupido? Não sei, só não queria ter que ficar na frente dele. Algo dizia-me que aquilo não iria ser a melhor situação a ser enfrentada agora. Virei-me e chamei minha irmã e saímos de lá. Mas encontrei com ele no caminho, na verdade, ele veio ao meu encontro. 'Céus!', eu pensei. Não estava preparada para aquela situação, não, eu não estava mesmo. Como sonhos são algo rápido e que muitas vezes esquecemos os pormenores, só poderei contar a situacao que me lembro ter acontecido, não consigo lembrar palavra por palavra como isto sucedeu. 

Teria como seres um pouco mais rápida? 
Sim, eu tenho. Você o quer? 
Céus! Termina!!! 
Ok, continuando... Houve uma briga entre eu e ele, algo que nunca tinha acontecido com a gente. Palavras feias foram ditas, pesadas até. Ele parecia raivoso, mas não agressivo. Sonhos nem sempre mostra o seu comportamento verdadeiro ou o que estás acostumado. Enfim, continuando, eu segui em frente. Ele veio atrás de mim. Outras confusões foram feitas. Nada de mais foi este sonho, mas eu não entendia motivo dele fazê-lo. Algo estava vivo em cada palavra que proclamávamos.  A briga se intensificou, a tal modo que não conseguíamos passar desapercebidos. Eu pedi para ele para, quero dizer, eu tentei fazê-lo, mas nem eu consegui controlar a vontade em que eu sentia de falar. Tentei ignorá-lo, sim, mas não fui feliz nisso. Ele me atraia, em tudo. Fechei meus olhos e calei minha mente, fugi da li em pensamentos e senti o silêncio. Não poderia continuar assim, não poderia. Ele não estava mais ali, aquilo ali era apenas meus pensamentos. Foi aqui que eu escutei a forma carinhosa em que ele sempre tivera me chamado. Ao abrir os meus olhos entendi o que se tinha passado. Eu não tinha feito isto de propósito, eu não tinha conseguido me silenciar. Eu tinha desmaiado. E foi ai em que eu percebi onde estava, eu estava nos braços dele. 

Escute isto enquanto estiveres lendo e esperando: SUPERGEIL - DER TOURIST
  
Sonhos sempre tem finais felizes? 
Não. Sonhos não tem finais, sonhos não tem desleixos. Sonhos são apenas sonhos. Sonhos são aquilo que te faz ter uma nova ideia de viver. Não tem infelicidades. 
E o que vem depois disso? 
O que vem? Bem, isto é apenas um sonho. Sonhos frequentam em nossas mentes e não nos permite tocá-los. Sonhos nos dão mais uma vontade de vivê-los, ou de assim tentá-los. Sonhos vibram, sonhos são sonhos. Mas posso dizer que este tem um final sim.  
Então, diz, qual foi? 
Não temos um beijo, tão menos um contanto mais profundo do toque. E quando se encontra, sabe-se que é algo verdadeiro. Algo que mexe, algo que nos deixa tao leves, algo que faz a gente sorrir. Algo tão simples, mas tão grandioso. 
O que foi? 

Um sorriso em nossos lábios. Depois de um troca de olhares, acordei. Sonhos sempre terminam nas melhores partes.

fim deste ep.

Nenhum comentário:

Postar um comentário