quinta-feira, 11 de junho de 2015

Olhos que tocam - poesia erotica

Olhos que tocam
Roupa que deixa de ter utilidade,
Aceleração.

Eu e ele
No mesmo quarto
Luz amena,
Silêncio no mundo.

Beijos gelados,
Beijos colados,
Beijos de exploração.
Mãos que sobem ao pescoço
Mão geladas no meu corpo quente.
Olhos fechados,
Mãos aos seios,
Respiração acelerada.
Olhos abertos,
Prazer descoberto,
Mãos numa tremenda pulsação.
Elas sobem, elas descem,
Não se contenta em tocar o seio,
Do prazer do prazer alheio.

Ele puxa, eu o seguro,
Ele senta na cama, e eu em pé.
Ele sorri, ele me toca,
Ele olha em mim algo que nenhum outro já o fez.
Mão gelada no meu pescoço,
Mão que arranca minha blusa,
Mão que me acaricia os meus seios,
Sorriso de prazer ao prazer alheio.
Lábios colados,
Mãos que descem a minha cintura,
Mãos que agarram meu corpo com bravura.

Ele sente o formato arredondado de meus quadris,
Em meus olhos estaria com um brilho em minha íris,
Ele sente o pulsar acelerado do meu peito,
Cada toque deixava um fugor de um fogo de proveito,
Ele me puxou, e o beijo já näo era o que me afogueava,
Mas o toque dele me atormentava,
Eu queria muito mais do que aquilo.
Foi ai que deitei na cama,
E foi ai que iniciou o jogo da ama.

Beijo na boca, beijo no meu pescoço, beijo na alça do sitiã.
Olhos que se prenderam aos meus,
Boca que beijou a curva de meus seios.
Arrepio brando,
Fogo que despertou em um beijo,
Mais um beijo,
Outro beijo,
Beijo.

Como se soubesse,
Como um bom mestre,
Me pegou com suas mãos,
E desceu a boca em meu corpo.
A vontade de apenas sentir aquilo,
A vontade de apenas sentir mas do que apenas aquilo.
Beijo,
Beijos,
Mil beijos,
Em todos os lugares,
Em apenas naquele lugar,
Olhos não sabia em que orbita estavam,
Mordi meus lábios,
Mãos em exploravam o meu corpo,
Lábios que aprofundavam o sabor do meu ser,
Lábios que dominavam e dançava numa dança frenética.
Eu já não estava mais em terrra.
Foi ali que me deixei ser levada.



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