Olhos que
tocam
Roupa que
deixa de ter utilidade,
Aceleração.
Eu e ele
No mesmo
quarto
Luz amena,
Silêncio no
mundo.
Beijos gelados,
Beijos colados,
Beijos de
exploração.
Mãos que
sobem ao pescoço
Mão geladas
no meu corpo quente.
Olhos fechados,
Mãos aos
seios,
Respiração acelerada.
Olhos abertos,
Prazer
descoberto,
Mãos numa
tremenda pulsação.
Elas sobem,
elas descem,
Não se
contenta em tocar o seio,
Do prazer
do prazer alheio.
Ele puxa,
eu o seguro,
Ele senta
na cama, e eu em pé.
Ele sorri,
ele me toca,
Ele olha em
mim algo que nenhum outro já o fez.
Mão gelada
no meu pescoço,
Mão que
arranca minha blusa,
Mão que me
acaricia os meus seios,
Sorriso de
prazer ao prazer alheio.
Lábios colados,
Mãos que
descem a minha cintura,
Mãos que
agarram meu corpo com bravura.
Ele sente o
formato arredondado de meus quadris,
Em meus
olhos estaria com um brilho em minha íris,
Ele sente o
pulsar acelerado do meu peito,
Cada toque
deixava um fugor de um fogo de proveito,
Ele me
puxou, e o beijo já näo era o que me afogueava,
Mas o toque
dele me atormentava,
Eu queria
muito mais do que aquilo.
Foi ai que
deitei na cama,
E foi ai
que iniciou o jogo da ama.
Beijo na
boca, beijo no meu pescoço, beijo na alça do sitiã.
Olhos que
se prenderam aos meus,
Boca que
beijou a curva de meus seios.
Arrepio
brando,
Fogo que
despertou em um beijo,
Mais um
beijo,
Outro beijo,
Beijo.
Como se
soubesse,
Como um bom
mestre,
Me pegou
com suas mãos,
E desceu a
boca em meu corpo.
A vontade
de apenas sentir aquilo,
A vontade
de apenas sentir mas do que apenas aquilo.
Beijo,
Beijos,
Mil beijos,
Em todos os
lugares,
Em apenas
naquele lugar,
Olhos não
sabia em que orbita estavam,
Mordi meus
lábios,
Mãos em
exploravam o meu corpo,
Lábios que
aprofundavam o sabor do meu ser,
Lábios que
dominavam e dançava numa dança frenética.
Eu já não
estava mais em terrra.
Foi ali que
me deixei ser levada.
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