segunda-feira, 7 de maio de 2012

A Deserdada

- Pai... Então você... A casa... - O que tem a casa? - A casa é de sua esposa? Tipo...Fisicamente... Ela está no nome dela? Ou isso é uma espécie de metáfora? ... Digo isso por imaginar que... Que quando se casa... A mulher... De certa forma... Toma o controle da casa... - Não. Ela é dona desta casa. Está no nome dela. - Na hora do acordo com a tia... Vocês uma parte a sua irmã mais nova... Sua esposa ficou... Com a casa... - Mas ou menos isso. De repente ela para de falar, olha para uma direção cega por alguns instantes. Ao voltar a olhar pra ele, os olhos estavam marejados de lágrimas. - O que foi que eu fiz, pai? Para o senhor ter me deserdado? Sou filha do primeiro casamento, mas me sinto como se eu fosse um caso... Eu envergonhei-te de alguma maneira? Meu sentimento de escanteamento já vivia comigo, e agora?

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