domingo, 27 de abril de 2014

Agonia


Quem já passou por isso, 
Sabe dizer o que eu estou sentindo, 
Que não é apenas um exagero, 
Mas sim um grande medo do recomeço. 

Se um estranho chegasse em mim, 
Avisando o que hoje eu estaria fazendo, 
Com certeza eu não teria dado crédito, 
E continuaria simplesmente o caminho. 

Mas o que hoje me encobre, 
Dobrará com certeza amanhã. 
Eu não sei ao certo o que estou fazendo, 
Mas diria que não estou acertando. 

Nunca pensei que um dia eu seria assim, 
Numa pensei que me deixaria ser levada, 
Nunca fui uma criança malvada, 
Mas sinto como se estivesse sendo castigada. 

Nos velórios em que eu descobri,
Poucas seriam capazes de me deixar partir,
Onde estão os lugares em que eu sempre Feliz escrevi? 
Onde estão o colorido das eternas borboletas?
Onde posso me deixar simplesmente viver?

Se perdi minha bússola, 
Gostaria que o sol indicasse o meu caminho, 
Uma vez que eu sei que pessoas só se aproximam de pessoas felizes. 
Pessoas sem cicatrizes. 
O que posso fazer então?
Me negar,  ser aquilo que preparada eu estou não?
Fingir um sorriso pra ter outras ao meu alcance?
Mas isto não será um verdadeiro lance. 

Se um dia eu perdi a verdadeira Samanta em que se encontrava no meu peito, 
Rogo que alguém a consiga encontrar, 
Pois do jeito que estou agoniada, 
Ela estará perdida, 
Pedindo pra voltar, 
Mas sem saber o caminho que deve pegar. 

O Mistério, 
O grande e doce mistério, 
Foi perdido quando a chave se perdeu. 
Se podes me ajudar, 
Então digas, 
Pois a agonia que meu peito respira, 
Já deixou de ser ilusão, 
E virou numa cadeia de sérias frustrações. 

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