terça-feira, 8 de abril de 2014

entre

Entre após,
Entre todos os amores,
Entre nossos descendente,
Entre os rios e as nascentes
Não existe nada no mundo que justifique o ser carente.

Entre  as ilusões,
Entre todos os sonhos,
Entre todas as espécies de desejos e anseios,
Entre tudo o que se martela em meu peito
Não há nada em que se possa justificar este meu jeito.
Entre os livros e entre todas as ignorância,
Estaria em mim o ser que me ver sem simples discordância.

Entre o que pensei em receber,
Entre tudo o que penso aqui escrever,
Nada posso, se assim posso dizer,
Que entre uma letra e um desejo de te beijar,
Sempre surge algo que me faz não rimar,
Mas que brota em mim o desejo de consumar,
Tudo aquilo que contigo muitos anos estive a sonhar.

Palavras são tão fáceis de escrever,
Assim eu poderia bem mais do que um dia pude viver.

Se já lá o que agora pensei,
Algo em mim fez-me esquecer.

De todos os sonhos em que eu tive,
Foste tu que me fez em muitos sorrir.
Tenho muito a ti agradecer,
Mas estaria sendo egoísta ser a ti nomeasse,
Apesar de sempre ter achado que era a ti que para sempre eu amasse.

Sabe o que é mais estranho. ?
É sentir que a este texto uma musa eu não tive.
Se eu o tive,
Algo em meu ser,
Fez-me certamente esquecer.

Apenas entre. 

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