quarta-feira, 16 de julho de 2014

Fluxo de pensamento: Pós-provas

Apenas talvez, só talvez, não mais que talvez, apenas um mero talvez,  
se eu tivesse lido, escrito, falado, eu teria conseguido. 
Se eu tivesse segurado, perguntado, respondido, eu teria tido algo bem mais sucedido. 

Se, e apenas se, não mais que um se, não mais que um mero se, 
Apenas tivesse observado, não retrucado,  apenas se eu tivesse reagido, não estaria assim isto tão ferido. 
Apenas se eu tivesse apostado, se eu tivesse arriscado, se eu apenas tivesse seguido, não estaria assim. 

Se, apenas talvez, ou um mero detalhe, ou apenas um mero seguir, ou que inferno eu estou fazendo? 
Se, e apenas se o céu tivesse me guiado, ou se apenas a razão tivesse uma ideia dado, e não mero decidir de jogada de dados. 

Se fosse simples, se fosse mais complicado, se fosse mais natural, se apenas fosse, se apenas não existisse tantas dúvidas... 
Ao inferno! 
Ao inferno!! 
Do que se tanto penso eu? Do que estou fazendo eu aqui?  
Ao inferno! 
Que coisa! 
Não consigo pensar claramente, e isso tudo por causa de uma pequena grande falha minha. 
Não pode ser assim, ou pode? 
Se pode, apenas talvez, não mais que um talvez, eu tenha que, por um mero talvez, arriscar. 
Me perdi olhando para a janela, muitas pessoas andavam do lado de fora.... Dois caras de camisas verdes passaram, um estava indo e o outro voltando. O que estava indo e tinha uma pasta azul, e logo em seguida passou um cara andando de bicicleta com uma camisa azul, logo debaixo de uma árvore. Caiu algumas folhinhas desta, o vento passava forte do lado de fora, ao que parecia. As persianas que protegem do sol das janelas foram fechadas automaticamente, agora só dá pra ver pequenos detalhes, coisa bem pouca até. 
Perdi meus pensamentos, não sei o que estava em minha mente há poucos minutos, pessoas andam para todas as direções, e elas me fazem perder a concentração no que eu faço e não consigo não olhá-las. Camisas diferentes, possíveis italianos, franceses, e espanhóis, e, com certeza, brasileiros. Uns usam óculos, outros apenas tem uma banana na mão, carros grandes, movimentados, pequenos e bicicletas. Olhos azuis, olhos castanhos, negros, loiros, menos índios. Posso ver figuras árabes, pessoas com coques e camisas listradas. Bonitos, atraentes e frios. Meramente estrangeiros se destacam, mas, aqui, bem, parece tudo junto e misturado. 
Acho que já estou em outro texto. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário