Tudo calmo, era noite, na minha rua de infância.
Um homem bem apessoado sai do prédio ao lado de minha casa, o que para mim não pareceu nada estranho, uma vez que parecia um bar algo que era uma escola abandonada. Ele olhou pra mim e sorriu. Ele não falava português, e, ao que parecia, eu não sabia nem em qual ele falava. Chegou e falou algo. Um amiga meu, que parecia ter entendido o que ele tinha dito, o ignorou. O cara falou outra vez, agora com uma voz mais rouca, mais ameaçadora, mais amedrontadora. Meu amigo apenas disse pra ele não falar mais comigo, mais com a gente. Ele olhou e parecia claramente que ter uma briga.
Ele se virou e entrou no carro. Com medo, eu peguei e tentei tirar uma foto ou gravar, sendo que o carro foi rápido e o aparelho em que eu usava deu problema.
Quando o carro saiu, a polícia estava chegando. Assim meu amigo foi com eles, pelo o que entendi, eles estavam a procura do cara que havia falado de uma maneira agressiva com a gente.
Algo fez um barulho de gente correndo, uma amiga que estava do meu lado correu pra perto, e eu tentei entrar em casa, mas o barulho cessou. Pegamos umas coisas que estavam na frente de caso, bobagens que a gente tinha trazido.
Entrei em casa quando vi o movimento diferente. Gritos foram ouvidos, como se alguém tivesse matando a sangue frio. Aqueles gritos me apavoraram, minha vó dormia no quarto, e eu não tinha pra onde ir.
Eu estava com minha irmã em casa também. Os gritos parecia que vinha do prédio ao lado. E eu fiquei cada vez amedrontada. Os gritos aumentavam. Os gritos não era de socorro, mas sim de medo e de dor. Como se não sobrasse tempo de pedir ajuda, mas de apenas liberar o que estava sentindo. Eram gritos, eram gritos. Eu nunca tinha ouvido algo parecido.
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