Ao inferno, Que no próprio inferno, Existe várias versões do que seja inferno.
Ao inferno de infernizar aos que nunca supôs ser o inferno, Ao inferno de trazer mentes e largar no seu próprio inferno, Ao inferno do próprio inferno, Ao inferno de fingir que tudo faz parte do inferno.
Sabe o inferno? Não é nada do que os outros dizem. Sabe o inferno? Não é nada ligado a religião. Sabe o inferno? É o descontrole da vida que se há em mente. Sabe o inferno? É vívido mais do que um ser vivente. Sabe o inferno? É ter aquilo que não se sabe controlar, É chamar o que te faz mal de amar, É contar os segredos a aqueles que não sabem o silêncio respeitar, É aquilo que te faz sentir inútil, Aquela convivência com um ser fútil.
Sabe o que pode ser mais gratificante de se estar num inferno? É saber que se estar lá, E de alguma maneira decidir se é o lugar certo de se morar.
Sabe o inferno? Pois é, Não se controla, Não se move, Não é quente, Não é frio, Não é populoso, É solitário, É terrivelmente agoniante, É terrivelmente entediante, É terrivelmente aborrecido, É terrivelmente intolerante, É terrivelmente terrestre.
Não se pode ver, Não se pode tocar, Não se pode fugir, Não se pode reagir.
O inferno é uma versão do pessimismo, O inferno é uma versão do desânimo, O inferno é uma versão da tristeza, O inferno é o que chamamos do estado que nos faz pensar ser seres solitários, O inferno não tem cura, O inferno é um poço de frescura, O inferno não se pode ser entendido, O inferno não se pode simplesmente sair, O inferno só um anjo pode te ajudar, Pois sozinho, não consegues dá um passo.
Quando estás no inferno, O teatro nunca será percebido. Não odeie o inferno, Não ame o inferno, Não ignore o inferno.
MAS no dia em que encontrares o anjo, Saia dele, Pois só, No inferno Permanecerás.
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