sábado, 25 de outubro de 2014

Ao inferno

Ao inferno, Que no próprio inferno, Existe várias versões do que seja inferno. 
Ao inferno de infernizar aos que nunca supôs ser o inferno, Ao inferno de trazer mentes e largar no seu próprio inferno,  Ao inferno do próprio inferno, Ao inferno de fingir que tudo faz parte do inferno. 
Sabe o inferno? Não é nada do que os outros dizem. Sabe o inferno? Não é nada ligado a religião.  Sabe o inferno? É o descontrole da vida que se há em mente. Sabe o inferno? É vívido mais do que um ser vivente. Sabe o inferno? É ter aquilo que não se sabe controlar,  É chamar o que te faz mal de amar, É contar os segredos a aqueles que não sabem o silêncio respeitar, É aquilo que te faz sentir inútil,  Aquela convivência com um ser fútil. 
Sabe o que pode ser mais gratificante de se estar num inferno? É saber que se estar lá,  E de alguma maneira decidir se é o lugar certo de se morar. 
Sabe o inferno? Pois é,  Não se controla,  Não se move, Não é quente, Não é frio, Não é populoso, É solitário,  É terrivelmente agoniante, É terrivelmente entediante,  É terrivelmente aborrecido,  É terrivelmente intolerante, É terrivelmente terrestre. 
Não se pode ver, Não se pode tocar, Não se pode fugir, Não se pode reagir. 
O inferno é uma versão do pessimismo,  O inferno é uma versão do desânimo,  O inferno é uma versão da tristeza,  O inferno é o que chamamos do estado que nos faz pensar ser seres solitários, O inferno não tem cura, O inferno é um poço de frescura, O inferno não se pode ser entendido, O inferno não se pode simplesmente sair, O inferno só um anjo pode te ajudar, Pois sozinho,  não consegues dá um passo. 
Quando estás no inferno, O teatro nunca será percebido. Não odeie o inferno, Não ame o inferno, Não ignore o inferno. 
MAS no dia em que encontrares o anjo, Saia dele, Pois só,  No inferno Permanecerás.

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