sábado, 18 de outubro de 2014

Conto ao ódio

Odiaria qualquer pessoa que se faz de sonso,
Odiaria qualquer pessoa que se faz por ser num maldito cargo.
Odiaria qualquer pessoa que se faz de pais com um avó que cria seus filhos.
Odiaria qualquer pessoa que se faz o ridículo sua prática diária,
Odiaria qualquer pessoa com a demência de ser insolente e indolente com pessoas erradas,
Odiaria qualquer pessoa que trata seus iguais como seres que devem estar sempre rastejando. 
Odiaria a mãe que formou uma nova família sem incluir os filhos anteriores.
Odiaria o pai que se faz assim por causa de uma mesada forçada pela justiça,
Odiaria a própria ideia do ódio que circula em meu ventre.
Odiaria a pessoa que não se passa de uma merda, mas que se acha um tesouro celeste.
Odiaria o ex que enganou-me, odiaria a ideia de que sempre projeto de mim mesma.
Odiaria qualquer mentira,
Odiaria qualquer maneira de ódio,
Odeio o que sinto agora,
Odeio o que sou agora,
Adoraria ter sidod uzm aborto.

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