Sonhos são realmente agradáveis, não só quando sonhamos mas também quando o lembramos.
Estava no final da tarde, enquanto caminhava na orla de Olinda, quando encontrei com ele. Bem verdade que não havia algo íntimo entre nós, afinal só mantínhamos contato via internet por um ano.
Ele estava a uma distância que não o permitia me ver. Continuei caminhando até que a voz dele pronunciou o meu nome.
Parei e acenei pra ele.
Sonhos são algo realmente curioso, uma vez que sempre se sabe que se deve percorrer um caminho, mesmo que você mesma não saiba onde realmente esse lugar seja.
Uma mão tocou o meu ombro e me virei pra olhar quem foi o sujeito a fazer isso. Deparei com seus olhos, que mesmo por trás das lentes do óculos, ainda eram doces e realmente afáveis.
- Oi - eu disse. Confesso que não havia esperado que ele aparecesse assim. -tudo bem? -, perguntei, me perdendo um pouco naqueles olhos.
-sim... pensei que não iria te ver tão cedo. Pensei que estarias viajando por um tempo maior. - ele estava com uma roupa formal, como se ele não tivesse ido a praia, mas sim vindo de outro lugar pra lá. Estava usando uma camisa social listrada, e de calça meio esportiva. Não era algo realmente social, mas algo usado em um ambiente de trabalho. Não sei por qual motivo eu reparei naquilo, mas ao olhar a camisa dele, reparei no seu peitoral, que me dava vontade de colocar minhas mãos ali e senti-lo com as mãos espalmadas. Depois subir pelo pescoço, e elevar apenas uma a barba dele. Era bem verdade que eu tinha uma certa tara por barbas, mas isto tinha apenas uma explicação: dos beijos que eu já tinha dado até o momento, apenas um me fizera sentir algo, e este tinha tido barba. Sabe? O roçar da barba sobre a minha pele, seja no rosto, seja no beijo dado nos seios, e a barba roçando em mim, me faz ser algo que não consigo ser, ou melhor, é algo em que eu não consigo simplesmente ignorar.
-oi? Tas ainda ai?- a voz dele me fez sair do transe em que eu me encontrava.
-desculpa, sim. Estou. O que você teve dito mesmo?
-perguntei o que você estava fazendo por este lado.
-estava caminhando. Eu precisava sair um pouco de casa. E você, veio direto do trabalho?
-sim. Podemos conversar um pouco? - a gente já não estava conversando? Apesar de estar nutrindo uma vontade louca de fazer outras coisas com ele, mas isto eu não iria ter coragem de expor oralmente.
-Sim.
E fomos conversando e sentamos um pouco mais adiante, num banco bem próximo ao mar. Não sei o que me deu nos últimos tempos, eu já não me reconhecia, mas o fato de ficar perto dele, já me subia uma vontade imensa de sentir o meu corpo colado ao dele, de uma mameira que nossas respirações se misturassem, de sentir meus lábios no pescoço dele, de sentir o desejo dele por mim crescer, de sentir bem mais dos beijos dele sob meu colo. E eu não estava apaixonada, aquilo ali era carnal, aquilo ali era desejo que me deixava...
- gostaria de saber o que estás pensando. Seria mais fácil a mim se conseguisse ler seus penssmentos. Poderias me contar?-
- posso até te mostrar.
- então mostre.
Sonhos são verdadeiramente um espetáculo, normalmente nos dão coragem de fazer o que sempre temos dificuldade em fazer. Somos valentes, amáveis e salientes. Somos bem mais do que uma linha de coragem nos permite ser quando estamos com os olhos bem despertos. Talvez nesse mundo onírico nos permite ser aquilo em que já somos, mssmpor algum motivo que ainda não sabemos, não o somos.
Levantei minha mão, que antes descansava sob o banco, e comecei a fazer movimentos semi aleatórios na mão dele. Como não vi sinal de reprovação, que na verdade era um sorriso que ele dera, como se fosse um sinal pra proseguir, subi ao ombro. Antes que minha mão chegasse ao pescoço, ele já havia se virado e se aproximado mais a mim. Nossos rostos ficaram próximos, conseguia sentir sua respiração tocar minha bochecha.
Sabe? Sonhos as vezes trazem consigo um desejo que está ligado a realidade. Bobagens me veio em mente agora. Continuando...
Veio um beijo afobado, afogado de desejo de toques tocados e de toques recebidos. Aquilo ali era algo que os dois queriam. Senti que ele assim desejava também.
Algo me veio em mente, que me fez parar. Aquilo ali não era o que eu queria. Paralisei. Comecei a me sentir mal, me sentir como se eu não tivesse sendo eu.
-aconteceu alguma coisa?
-eu não sei se poderia fazer isso. - sei que poderia parecer frescura iu besteira de minha parte, mas estava chateada comigo mesma. Não era certo, não era desejo meu fazer isso, não desse jeito.
-eu fiz algo de errado?
- não, de veras não.
DIGITANDO AGORA(11/10/2014, às 19:11, horário local da alemanha)
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