Todas as vezes que perco o metrô de 07:44, tenho que ficar esperando pelo próximo, que sai exatamente as 07:57, encontro com ele.
Não é um encontro de verdade, mas é que ele também pega neste horário.
Ele sempre escutando música, e hoje está com um sapato social preto, uma calça social não apertada, mas deixando claro que ele é avantajado com uma bela almofada no lugar de uma bunda lisa e sem curvas. Verdade que ele parece ter um pouco de barriga, mas do jeito que ele se veste, não saberia dizer o quanto daquela bsrriga ser real, pois se está frio e temos que usar casacos que nos dão a aparência de sermos uns 3 a 5kg mais pesados.
Cabelos acastanhados escuro, barba levemente crescida contornando o rosto. Cabelps numa altura considerada grande, mas o suficiente para que os meus dedos se enterrasse ali. Olhos negros? A esta hora da manhã não saberia definir e a esta distância não poderia acertá-lo. Seria injusto ou até mesmo errado se eu dissesse qualquer coisa do tipo.
Havia uma razão pra que ele pegasse este metrô, o anterior, o que eu sempre pegava, ia direto a Tübingen, e ele descia bem antes.
Ele estava longe, bem longe. Longe o suficiente para se estar em outro país. A música deveria ser realmente boa. Realmente boa.
Contos, crônicas, novelas, poemas.
2018
terça-feira, 18 de novembro de 2014
O cara do metrô
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