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terça-feira, 18 de novembro de 2014

O cara do metrô

Todas as vezes que perco o metrô de 07:44, tenho que ficar esperando pelo próximo,  que sai exatamente as 07:57, encontro com ele.
Não é um encontro de verdade, mas é que ele também pega neste horário. 
Ele sempre escutando música, e hoje está com um sapato social preto, uma calça social não apertada, mas deixando claro que ele é avantajado com uma bela almofada no lugar de uma bunda lisa e sem curvas. Verdade que ele parece ter um pouco de barriga, mas do jeito que ele se veste, não saberia dizer o quanto daquela bsrriga ser real, pois se está frio e temos que usar casacos que nos dão a aparência de sermos uns 3 a 5kg mais pesados.
Cabelos acastanhados escuro, barba levemente crescida contornando o rosto. Cabelps numa altura considerada grande, mas o suficiente para que os meus dedos se enterrasse ali. Olhos negros? A esta hora da manhã não saberia definir e a esta distância  não poderia acertá-lo. Seria injusto ou até mesmo errado se eu dissesse qualquer coisa do tipo.
Havia uma razão pra que ele pegasse este metrô,  o anterior, o que eu sempre pegava, ia direto a Tübingen,  e ele descia bem antes.
Ele estava longe, bem longe. Longe o suficiente para se estar em outro país. A música deveria ser realmente boa. Realmente boa.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Como posso perder uma coisa na Cama?

Estava deitada em cima de algo macio, ao menos era isso que eu sentia.
Tudo bem. Estava com aquela coisa em mãos. Na verdade, só em uma,
a outra manejava algo liso e leve.
Estava tentando achar uma melhor posição. Mexe de cá, mexe de lá. Ai!
Desapareceu!
Eu sabia que era pequeno, mas não sabia que era trabalhoso.
Está na cama com livros espalhados é o caminho mais fácil de perder pe-
quenos grampos.

quinta-feira, 3 de março de 2011

O Nascer da Lua

  Luna olhava  a praia e tentava ver como o céu noturno conseguia algo que o céu claro não conseguia.
  O Corpo Celeste responsável pela claridade, que ilumina o período do dia é quem não permite o brilho cálido das estrelas.
 Essa claridade é capaz de separar o céu e o mar.
 A noite, a falta do corpo celeste, o brilho que a lua e as estrelas emitem não conseguem separar o céu e o mar.
 Uma coisa vem em mente quando pensamos na iluminação do dia. No século XIX o movimento iluminista pregava a propagação da Razão. Razão igual a luz.
 Metaforizando: Se a razão é o motivo para a separação de dois grandes seres, preferes a razão ou o simplório brilho das estrelas e da lua?

quarta-feira, 2 de março de 2011

Informação...

O que você faria se precisasse de informação em um lugar? Perguntaria a alguém que estivesse próximo, certo? O que vou contar aconteceu quando eu desci na parada de ônibus que dá la na faculdade.
Andando reparei que haviam duas senhoras que estavam perguntando alguma coisa a um senhor. Quando percebi a incredulidade na vozes delas, voltei e, como eu havia ouvido o que elas estavam indo, disse.
- a secretaria da saúde fica no fim daquela avenida a esquerda -
O senhor, que estava dando a informação estava com a voz meio que arrastada, daquelas que percebemos quando pessoas estão com preguiça de falar ou quando beberam bebidas que continham álcool de mais, ele virou para mim e depois para elas e disse - ta vendo? Eu num disse? Fica naquela direção mesmo - e se virando para mim, disse sorrindo - Deus te abençoe minha filha - e depois fitou elas, com um olhar que claramente esperava alguma espécie de pedido de desculpa ou agradecimento. Antes deixá-los falei rindo - Deus abençoe a vocês também - e fui embora.
Depois fiquei com aquilo na cabeça... Duas senhoras pedindo uma informação a um senhor idoso que estava bêbado... Ele dera a informação certa, caramba! Eu estava bem mais, aparentemente, sã do que ele. Fiquei imaginando que se eu fosse de má fé, e desse uma irfomação errada, elas acreditariam em mim, sem menor problema...

terça-feira, 1 de março de 2011

Acordei..???

Levantei a cabeça, bati no teto. Será que as coisas podem começar ruim? Mas quando esse pensamento vira para oralidade temos certeza que se o dia começou ruim... Com certeza irá terminar pior.
Céus, a vós que clamo. Ilumina! Eu sinceramente pensei que poderia reescrever algo que outrora foi uma série de desentendimento. Eu quis. Eu quero. Mas as coisas simplesmente não pode acontecer só de um lado. Não sou onipotente. Mas pensei em ser. Será, meu senhor, que eu quis pular mais alto? Será que eu quis driblar o destino e tentar algo que não foi traçado? Eu quero conseguir. Infelizmente não posso viver eternamente a primeira geração do romantismo. Mas a queda, a entrada ao realismo é chocante demais...
Não sei se ando, se corro ou se simplesmente paro.
Não sei se continuo a clamar por isso ou se simplesmente esquecer.
Plantar uma semente numa praia é como tentar que o meu coração saia voando denotamente por ai. Não sei se consigo continuar... Se devo parar... Simplesmente acordar...
Será tão ruim assim?
Ainda não li Drummond que falasse sobre isso. Veríssimo também não...
Eu quero acordar... Eu sei que para o meu desejo realizar tem que haver outro que assim deseje também...
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Reaproximação de Seus olhos

O que outrora eu não havia notado, hoje, você me fez ver. A máscara que colocou te deu um ar de mistério. Deu um ar de curiosidade.
Sabia que sua face junto com o seu carisma era suficiente para atrair atenção e amizade.
Mas nada pode ser comparado com a imensa vontade de está próxima àquela máscara e tirá-la de ti.
Qual será a resposta? Conseguirá, eu, interpretá-la?
Já foi um passo eu ter segurado o olhar. Ele, como eu, não conseguia olhar para outra coisa se não o olho direito de um ou do outro. Arriscar sempre foi o meu papel, mas ele me intrigava muito... Como era apenas uma festa, duraria pouco. A não ser que eu não quisesse que isso acabasse assim, numa festa e só com olhares... Eu quero algo real.
Como se algo tivesse relampeago os pensamento dele, ele interrompeu os olhares e colocou algo que bebia numa mesa ao lado e andou entre alguns que dançavam na direção oposta em que eu estava... Ele... quem sabe da próxima? Ele se enterrou entre outros dançarinos e sumiu...
Alguns trocentos segundos que se seguiram, nada dele. Você, o que faria? Se deixava ser conduzido, conduzida, pela festa? Ou tentaria procurá-lo? Antes mesmo de ouvir a sua resposta só posso dizer que senti um mão fria no meu ombro... Antes de você se perguntar, eu tava usando uma camiseta mesmo. Cara, é carnaval, é calor, não queria mangas. Me virei... Caramba, era ele...
Seus olhos eram de um castanho tão escuro que se assemelhava e muito com um preto. Seu sorriso poderia ser aqueles de praxes de comerciais de creme dental ou de enxaguante... Poderia haver outra sensação que pudesse ser comparada? A máscara, de longe, não dava para dizer quem era quem por detrás dela. Mas assim, a menos de dois palmos de distância pude perceber... Ele já tinha, em algumas eras atrás, participado de minha vida...