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terça-feira, 24 de junho de 2014

Sono - - Cronia


O sono é um amigo que é de um apego muito grande. Quando ele chega, você não consegue se livrar dele, apenas tem que ceder, fazer a vontade dele. Sono, amigo tranquilo e amável, aparece e acalenta nossa mente, nosso corpo, nosso pensamento. Ele trás consigo a vontade de simplesmente com ele estar, pode parecer meio impertinente, impaciente, imprudente, muitas vezes indecente, mas de todos os amigos, ele é sempre o mais presente. É aquele que aparece pra te fazer descansar, mesmo que você seja impossivelmente e impassivelmente contra a ideia de largar o que estejas fazendo. Ele pede atenção, você não consegue ficar bem com ele se não passar oito horas com ele, do contrário, ele passará o dia todo solicitando atenção. Se conselhos queres, não estou dizendo que eu vou dar, pois conselhos você que faz os seus. O conselho vem até você, então, quando o sono chegar, simplesmente ceda, do contrário, ele irá ser indecentemente impaciente, tomará o dia para ele e você não irá conseguir se concentrar em nada mais, mesmo que você esteja numa aula de psicolinguística ou de matemática para linguística. Céus! Eu quero dormir! 

sábado, 30 de março de 2013

Nascimento

Blanka - As vezes penso que quando nasci alguém olhou pra mim e disse: 'Cuidado!', mas juro que não sei o motivo .
Carlos - Já se perguntou se era pra você mesmo que ele se referia???
Blanka - Eu acho que ele olhava pra mim... é isso que eu penso.
Carlos - hunm... Ele poderia ter dito isso com a finalidade de avisar a você.
Bianka - avisar a mim?
Carlos- Sim, avisar.
Bianka - Tipo... Para eu tomar cuidado com o que vivo? Com o que eu faço ou com que os outros fazem?
Carlos - Isso. Tome cuidado. Há muitas coisas boas no mundo, mas há gente que se veste de boa pessoa, mas que na verdade é um lobo mal.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Gostaria de ser um computador


As vezes gostaria de ser um computador...
ela me disse certa vez isso... a princípio, achei esquisito, mas pela expressão do rosto percebi que ela estava sendo colocada de lado por todos que ali moravam... O computador havia tomado todas as atenções... Isso era triste, sabia? Ouvir algo tão simples, com nenhuma palavra que a menosprezasse, mas recheada de um teor de abandono total...
Foi ela que disse... Mas senti o que ela sentiu.
Não é fácil isso.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Conversa de Namorados: Telefone

Ao telefone, namorados... -Oi?
-Oi.
-Tudo bem?
- Tudo... E com você?
- Indo.
- Indo?
- é... Indo.
- Aconteceu alguma coisa?
- Talvez...
- Quando?
- Ontem.
- Algo grave?
- Talvez.
- Vai me contar?
- Deveria...
- Deveria?
- é... Deveria.
- hum...
-hum...?
- Ontem... Você fez o que?
- na verdade... foi o que eu não fiz.
- o que você não fez.
- Eu não...
- Você não...
- Eu não.
- Se não foi você, foi quem?
- Você.
- Eu?
- Sim.
- O que foi que eu fiz?
- nada.
- por favor... Diga.
- você vai ficar bravo?
- Eu vou ficar se você não dizer.
- Nada. Estou com dor de cabeça. Preciso desligar. Depois ligo pra você, sim?

sábado, 5 de novembro de 2011

O Bilhete

Ela me chamou. Eu a vi por trás da divisória.
-espera um pouco. - eu falei. Estava indo arquivar alguns documentos e isso seria rápido.
Ao chegar na nossa sala ela me entregou aquele pequeno bilhete, que dizia:

*Estas muito ocupado?
-> Se não, passa na minha sala depois!

Olhei para ela e demorou alguns segundos para a ficha cair.
-Entrega a ele.
Eu o fiz, fui na sala do lado e entreguei a ele.
Voltei para a sala.

Tive que mudar de computador e fiquei ao lado dele. Ivety teve que usar o computador que ele estava. Ele desapareceu.
Quando voltei encontrei o bilhete em baixo do meu teclado.
 Em baixo do escrito da minha amiga ele havia respondido:

Estive por aqui, mas vc não estava!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

No silêncio... De um olhar...

Eu já tinha dito a ele... Ele já tinha dito o que ele pensava...
No dia 3, no congresso Fantástico, ele estava lá, assim como eu...
De longe eu o vi... De longe ele me viu... Olhei firmemente para ele e deixei meus olhos caírem um pouco, logo depois a minha cabeça foi pendendo para o lado... 
No silêncio do meu olhar... conheces muito bem o que eu sinto. Não tenho caminhos a seguir se não me guiares...
Não seria a mesma amizade... Se é que teve uma amizade...
Eramos distintamente diferente... 
O que mudou? O que eu senti? O que eu sinto?
No silêncio levantei meu olhar e me deparei com o dele... O que ele planejava fazer? Deixar-me daquele jeito? Não era mais como antes...
Talvez uma ponte separasse a gente de novo... Mas fica na imaginação o que poderia dá certo? O que eu posso fazer?
Ele continuava me olhando daquele seu jeito pensativo...
Era torturante saber que havia cem pessoas entre nós... Talvez essa seja uma simples metáfora do que realmente estava entre nós...
Eu o queria tanto... Tanto... Tanto... Que estava vendo que esse querer estava além do meu entendimento. Que este querer estava me sufocando aos poucos... Saber que ele estava logo ali e não mais...
No silêncio do meu olhar... conheces muito bem o que eu sinto. Não tenho caminhos a seguir se não me guiares...
Deixei cair novamente meus olhos...

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Minha Infância

Pensei em escrever alguma coisa de como era ser criança. Cheguei a pedir um auxilio a um amigo.

Muito diria que é um período inocente, onde a visão de mundo é simples e tal ou que está corrompido atualmente.
Minha infância
Passeios ao 13 de Maio com irmãs e Júnior. Piquenique no Horto.
Desenhos? Caverna do Dragão, Popolocrois, Tom e Jerry, Pica-pau, Chaves, Chapolim Colorado, Ursinhos carinhosos, as meninas super poderosas, Dragon Ball...
O dentista era o seu mau, ele iria fazer coisas ruins... Maior temor terrestre? Ter que tomar vacina ou algo do gênero.
Queimado, vôlei, Barra bandeira, pega-pega, esconde-esconde, cada-macaco-no-seu-galho, bonecas, super Nintendo...
Farra? Era sempre feita por pote de 1 litro de sorvete, pipoca de panela, pizza ou chocolate em barra...
Lembro-me de na páscoa tia esconder os ovos pela casa e espalhar pistas, mas antes da procura nós recolhíamos os chocolates e os doces espalhados pelo jardim. Éramos  4 crianças na caça.
Joaldo com seus 9-10 anos se fazendo de humorista, eu com meus 7-8 anos, Sarah 6-7, Giovaninha 3-4 anos. Era sempre uma bela festa...
E quando era esconde-esconde na rua? Lembro-me de me esconder na casa de dona Julieta (atual casa de Henrique) e ao ser descoberta eu gritei um “Búu”. Acho que ainda faço isso... Mas sem gritar.
Ao lembrar das bonecas, Sarah me lembrou que Anna Carina( Inna como nós passamos a chamar quando a amizade se solidificou) sempre esquecia algo lá em casa, chegou a esquecer uma casa de boneca que tinha uns 50 cm, uma cozinha de uns 30 cm e outros objetos menores. Sempre dizíamos que ela só não esquecia a cabeça porque era grudada no pescoço.
Tive uma infância saudável. Pegava os sapatos de minha mãe e sempre os achavam enormes para os meus pés.
Nunca tive paciência de brincar de escolinha com a Sarah (hoje estudo para isso). Meu forte sempre foi os quebra-cabeças, legos e brincar de dinheiro (banco). Há um ou dois anos atrás montei um quebra-cabeça de 1000 peças, adorei. Não o fiz só, demorou só uma semana. Fantástico!
Aos 9 anos a minha mãe viajou numa longa viajem para a Alemanha e vive lá até hoje. Em tempos alternadamente inconstantes ela nos visita.
Aprendi a gostar de matemática e sobre raciocínios lógicos... Há alguns meses redescobri o desafio de Einstein e o resolvi. Há outros que tem a mesma ideia dele, já fiz um monte.
Apesar de ter 20 anos, saber que não tenho idade mais para isso, ganhei um Cosme-Damião e me senti como se eu tivesse 12 anos. “Eu quero comer a pipoca primeiro”
Eu saia com as minhas irmãs à procura dessas sacolas de doces. Sempre era divertido.
Inna brincava lá em casa comigo, Sarah e Giovana. A brincadeira favorita? Os Anéis. Inna até escreveu várias versões dessa história...
Minha infância foi infância. 

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Nobre Cavalheiro e a Nobre Dama

Ao ver descer naquele cavalo único,  com cabeça quadrada de tamanho mediano, de fronte larga, com olhos vividos, com seu pescoço imperial, com o tronco musculoso e forte que cuja características mais fortes era de ser bem resistente, cascos grandes e cochas musculosas e com uma articulação resistentes e forte. Era o Bretão dele, era o Alazão. E ele estava montado nele... O que ele estava fazendo aqui? Fazia tempos que não aparecia por esses lados...
Ela – Você, nobre cavalheiro, por onde andais? – estava com a vontade mesma era de esganar ele... Por que ele ficara tanto tempo fora?
Ele – pelos campos, pelas cidades, por onde mais nobre Dama? – com curiosidade aguçada olhava para ela.
Ela – Por onde mais? Na terra que nasceste não colocas os pés, quem dirá no castelo longínquo das baladas escocesas?
Ele – não andei pelas minhas terras, pois estava ocupado, cassando terríveis dragões? – disse ironicamente, como se essa ideia fosse obvia de mais.
Ela – e achou algum?
Ele – creio que sim. Se um espelho agora eu tivesse, a ti eu mostraria.
Ela – o que estás querendo dizer com isso, nobre homem? Que dos seres viventes eu sou aquela, a mais detestáveis?
Ele – se assim compreendeu... – ela o corta antes dele terminar.
Ela – e eu preocupada com a sua segurança e você usando palavras vãs sobre mim. Deveria ter escutado dona Andreia e me posto a outro homem e...
Ele – o que você quer dizer com isso? Alguém... ou melhor, frangotes apareceu para cortejá-la?
Ela – frangotes? Se queres dizer homem de sua idade, inteligentes e forte, acertou em cheio.
Ele se aproxima um pouco dela, não muito, havia quase dois metros separando-os.
Ela – (continuando no mesmo tom, não percebera a aproximação dele) Você está longe, não ronda o que praticamente é seu. Sabes que meu coração por ti bate, mas sinto saudades e você nada faz.
Ele – o que praticamente é meu? Sua vida? Seus pensamentos? Sentimento?
Ela – minha vida é minha. Não necessito de você para viver. O oxigênio, a água, o alimento me alimenta, me faz viver. Os pensamentos? Estudo, estudo e estudo. Tento ocupar-me com assuntos diversos. Mas hora e meia você me aparece em mente, seu sorriso... Seu olhar... Sentimentos? Não sei ao certo quanto a isso... Você mexe comigo, de certo modo fazes parte de mim. Às vezes gosto disso, às vezes... Adoro. Mas o seu silencio, sua distancia me deixa aflita. Às vezes permito-me a curtir você, as vezes me repreendo... Nobre cavalheiro permitirá que eu continue com isso palpitando no meu ser? Querendo-o e não... E não...
Ele – e não...??

terça-feira, 2 de agosto de 2011

De Encontro

Acordei de madrugada e não consegui dormir novamente. O que havia acontecido? Não houve uma noite sequer que eu tinha perdido o sono. Ao mirar os meus pássaros, uma espécie de anunciador de ventos com 11 pássaros azul-arroxeado, tentei relaxar. 

Todas as vezes que eu fechava os meus olhos eu encontrava com um par de olhar que me fazia entrar num mar de dúvidas. Como eu poderia ter certeza se aquele olhar era um que eu mais desejava? Burlei o meu medo e cerrei os olhos para ver o que aconteceria.

Cai num lugar calmo e escuro. Eu não estava muito próxima, mas ouvia o som das ondas quebrarem na camada mais macia da praia. A praia a noite pode provocar medo, solidão ou nenhuma divisão. O mar a noite não tem a divisão que horizonte obriga o dia a fazer. Não há limite entre o que é o céu e o mar. Eles vivem numa harmonia cálida. Vivem pacificamente entre si.

Ao longe, alguém caminhava, na minha direção. Apesar de ser noite, eu já sabia quem estava por vir. Ele caminhava segurando seus óculos. Fazia tanto tempo que eu não o via com aqueles óculos. Ele, decididamente, não sabia o quanto mexia comigo só por estar usando aqueles simplórios óculos. Às vezes o meu olhar pairava no seu rosto. 

Eu tinha medo de olhar outra vez para ele, olhando através daquela proteção a ajuste para os olhos, de me trair e deixar-me levar por aquele simpático sorriso, por aquela agradável e doce voz. Eu tinha medo de estragar ou de deixar as coisas não irem bem novamente. 

O que ele fazia vindo em minha direção? Comecei a temer a me apegar novamente por aquele ser que caminhava lentamente de encontro comigo...

Como se eu soubesse que esse seria o meu maior desejo ou a intriga que eu lutava mentalmente. Algo em mim ainda desejava que isso desse certo, apesar de ter sempre a dúvida. A clareza que o mar separava me atormentava.