segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Conceito do Amar

Amar
é derramar,
água doce no mar
É mergulhar
na sinceridade de um olhar,
é se encontrar
com alguém que te entende
não como se estivesse ao espelho
mas sem carne, sem osso.
O que passa do coração ao cérebro
É se entregar
sem medo de despertar.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Empurrãozinho


 - Posso dizer qualquer coisa aqui? - Ela disse.
- menos anunciar que tem um cururu aqui - ele disse.
- Então... eu posso ficar calada? - Ela disse, abaixando o tom em algumas oitavas.
- Qual parte de 'dizer' eu não entendi? - Ele fez aquela cara de incompreensão que eu não gostava.
- Posso ir pra casa? - Ela disse, olhando para baixo. Não estava com coragem de olhar pra ele. Provavelmente ele iria dá um carão só por ela ter pedido isso.
Ele se ajoelhou, ficando com os olhos  na mesma altura que a dela e disse: - você pode ir para casa sim - falou isso bem calmo e só continuou a falar quando ela olhou para ele - mas muitos estão esperando que você fale. Não vai ser difícil. Não precisa ter medo. -
- Você vai rir? - ela disse, com uma pontinha de dúvida na voz.
- Só se você quiser que eu ria, Sophia. - ele disse isso com o olhar mais tranquilizador possível. Passou a palma da mão direita sobre os cachos de sua filha. Ela riu. Foi uma excelente oradora da turma de alfabetização da Escola saber.  

< moral: As vezes só é preciso de um empurrãozinho para as coisas darem certo >

terça-feira, 2 de agosto de 2011

De Encontro

Acordei de madrugada e não consegui dormir novamente. O que havia acontecido? Não houve uma noite sequer que eu tinha perdido o sono. Ao mirar os meus pássaros, uma espécie de anunciador de ventos com 11 pássaros azul-arroxeado, tentei relaxar. 

Todas as vezes que eu fechava os meus olhos eu encontrava com um par de olhar que me fazia entrar num mar de dúvidas. Como eu poderia ter certeza se aquele olhar era um que eu mais desejava? Burlei o meu medo e cerrei os olhos para ver o que aconteceria.

Cai num lugar calmo e escuro. Eu não estava muito próxima, mas ouvia o som das ondas quebrarem na camada mais macia da praia. A praia a noite pode provocar medo, solidão ou nenhuma divisão. O mar a noite não tem a divisão que horizonte obriga o dia a fazer. Não há limite entre o que é o céu e o mar. Eles vivem numa harmonia cálida. Vivem pacificamente entre si.

Ao longe, alguém caminhava, na minha direção. Apesar de ser noite, eu já sabia quem estava por vir. Ele caminhava segurando seus óculos. Fazia tanto tempo que eu não o via com aqueles óculos. Ele, decididamente, não sabia o quanto mexia comigo só por estar usando aqueles simplórios óculos. Às vezes o meu olhar pairava no seu rosto. 

Eu tinha medo de olhar outra vez para ele, olhando através daquela proteção a ajuste para os olhos, de me trair e deixar-me levar por aquele simpático sorriso, por aquela agradável e doce voz. Eu tinha medo de estragar ou de deixar as coisas não irem bem novamente. 

O que ele fazia vindo em minha direção? Comecei a temer a me apegar novamente por aquele ser que caminhava lentamente de encontro comigo...

Como se eu soubesse que esse seria o meu maior desejo ou a intriga que eu lutava mentalmente. Algo em mim ainda desejava que isso desse certo, apesar de ter sempre a dúvida. A clareza que o mar separava me atormentava.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Redes - Online(s)


Muitos ficam grudados por horas a fio nessa rede que possibilita o contanto indireto que está sempre aberto. Falam, muitas vezes, coisas que estão fazendo no momento, como está jantando ou limpando um mero instrumento musical. Muitas vezes esse espaço pode ser de grande utilidade, uma vez que possibilita o contato com pessoas que a muito não se ver, outra vez tornando o contato mais impessoal possível.

"Impessoal?" Sim, impessoal. Mesmo com as possibilidades de poder ver as características de uma pessoa, de um amigo, seja como simples mensagens colocadas pela própria pessoa ou através de fotos que tenha colocado depois de uma viagem que tenha feito no feriadão, não é a mesma coisa de falar com ela Tetê à Tetê. 

"E a camera, o microfone?" Sim, não discordo que a tecnologia ajuda muito ao possibilitar ver e ouvir uma pessoa que, por exemplo, mora um atlântico de distância. Mas é uma ação fria, monótona. Nós, seres humanos, somos capazes de escolher o que queremos que os outros vejam, como estamos nos sentido, sendo que estamos quebrado, quando não estamos em nossa real controle. Numa gélida tela de um computador, não conseguimos sentir o calor humano.

Muitos podem até querer discordar, mas podemos ver que numa simples prosa, que não abrange muitos argumentos, vemos o quão insuficiente a tecnologia nos permite ser. Somos cada vez mais Inumano. 

"Celular? Jogos online?" 
Isso ficará para uma próxima postagem.

Saia de casa, olhe o céu, viva a vida lá fora!!!
Não deixe para olhar daqui a alguns anos e ver que passou boa parte da juventude colada a um instrumento que não faz nada para você, que reflete o que fazes a ela. 

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Intensidade


Pude ver algo hoje que jamais negarei que aconteceu.
Tomei coragem e o fiz.O fiz mesmo.

Sei que as decisões são tomadas depois de várias analises, sei também que as vezes de tanto pensar, pesamos mais do que o suficiente.
Não é porque eu amo um ser que eu me deixarei me oprimir por ele, ou, por ela.
É tão inglorioso quando a intensidade torna tenso, quando o amor se torna explorador. Quando um desejo torna-se o torturador.
Não é uma visão romântica, não se trata de algo subjetivo e imaginário. É real. Existe.

Há coisas que queremos esquecer, há coisas que podemos esquecer, há coisas que não existiam a esquecer...

Quantas vezes eu tenho que dizer qual é a verdadeira forma de amar? O verdadeiro modo de entender o outro? De querer simplesmente estar perto e somente ver?

Uma vez que há um oceano atlântico que nos separa, uma gélida tela de um computador, ou um simples quarteirão de distancia... Não existe a prova de amor por palavras, só por ações. O que existe nas palavras só são consolos, atenção por ouvir... Nada além de uma superfície supérflua...

Não se pode dizer que se ama um ser sem levar em consideração que um precisa do outro, que necessita insingularmente de trocas de favores, atenção, carinho, critica, e, além de tudo, consideração de persona humana.

Aos amigos, existe certa parceria.
Aos irmãos, existe uma ligação eterna, amável e odilável.
Aos pais, que decidem ter filhos e depois no caminho os esquecem, lembre-se, somos seres imaturos para o mundo, dependemos de conselhos e da presença de vocês. São os nossos guias. Sei que hoje temos outras pessoas que se colocam nessa situação, como as avós, tias, ou até uma mãe ou um pai. Mas os filhos não são os responsáveis de estar aqui. Vocês que fizeram a situação. Vocês escolheram...
Aos que se colocam nesse lugar, agradeço e pesso desculpas, apesar de vocês se colocarem como tal, ainda sentimos falta. Não é culpa nossa. Algo foi retirado e não temos a resposta...


Se decidires amar alguém, decida de livre vontade de doar um pouco de si para cultivar isso. O amor, além de tudo, é como um berço...

terça-feira, 26 de abril de 2011

Verdadeiramente Amar

Quem, eu?
Não mesmo.
Cantar, dançar, amar, sofrer, fazem parte de um círculo natural da vida. Mas o que fazer quando  uma série de acontecimentos começa a alterar o natural? Estamos preparados para tentar a mudança? Estamos preparados  a reagir? Ou simplesmente deixamos que o curso do rio nos guie? Não. Não devemos deixar que coisas que alterem nossa perspectiva de vida. Não podemos deixar nos abalar.

Vivemos dependentes de muitas coisas. O oxigênio, a água, alimento, descanso. É verdade que sentimentos são uma espécie de alimento, mas... Podemos? Devemos? Por acaso não vivemos uma parte da vida, esse período sabemos, enorme, sem esses "aperrengues"?  

Amar é muito mais que depositar em uma pessoa um sentimento bom, de desejo, de consumação. Amar é primeiramente e primordialmente um conceito de vida que deve ser concentrada mais do que tudo a si mesmo. Não posso depositar em alguém uma coisa que eu não dirijo a mim mesma.

Não podemos, também, colocar a culpa no tempo. "O tempo vai fazer que vocês fiquem juntos","não tenho tempo, trabalho, estudo", "ninguém me chamou a tempo de eu ir". Cara, coloca uma coisa em mente, o tempo, você que o faz. Não existe o futuro, tão menos o passado. O que existe é o agora. 

Se queres que algo seja feita, faça. Se queres que algo ande, corra. Não adianta depositar ou querer fazer isso com as pessoas. Pessoas não nascem para servir aos outros. Mas as vezes elas o fazem, ajudam, mas não por obrigação, sim por amor. Ninguém ensina outro a amar. Existem aqueles que "denominam" saber os mistérios disso. Há aqueles que "ensinam" a amar. Na verdade o que essas pessoas fazem é simplesmente é aconselhar sobre respeito, amizade, compreensão, convívio social.

Mas o que leva um amar outro ser? Ter aparência agradável? Nascer do próprio útero?? Ou adotar? Ou simplesmente cuidar dos netos enquanto são abandonados diretamente ou indiretamente pelos pais? Os questionamentos podem ser vários. Respostas podem até ser incontáveis. O ser humano tem algo natural, como outras espécies, de manter a própria espécie. 

Alguns procuram respostas nas religiões, outros, no sistema político do meio em que vive. Mas a real resposta é que simplesmente que nos auto-escalamos para isso, escolhemos. 

terça-feira, 12 de abril de 2011

A Última Carta


      Sabe? Em algumas horas farei 20 anos. Decidi há 15 dias findar umas pendências.
     Havia uma coisa que eu queria falar. Nesse ínterim  percebi que havia te transformado num amigo especial. Sei que de alguma maneira continuarei a te amar. Mais sei que entre nós laços não serão construídos. Dentre as coisas que aconteceram entre a nossa amizade algumas ficaram, com certeza, na minha terna mente.
    Outrora não imaginava  entre nós mas... nunca me senti muito bem ao seu lado, não como namorada.
     Sempre me sentia retraída. Quando estava me acostumando com a ideia você sempre vinha com uma história de uma ex-namorada. Acho que você, como amigo, era ideal.
     Eu me sinto diferente. Eu vivo diferente. Demorou  algumas semanas para eu começar a gostar da sua presença e um pouco mais para desejar estar ao seu lado.
      Percebi que não há encaixe entre nós. Uma vez que você permite que outras entre em sua vida enquanto aparenta uma indecisão para mim. Havia uma coisa a ser dita. Mas acho que não preciso mais dizer. Afinal, nada mudará mesmo.


      Espero que um dia consigas sentir essa intensidade que, por acaso, senti.
      Da primeira, fiquei chateada.
      Da segunda, magoada.
      Não esperarei uma terceira.
      Só assim escrevo para deixar claro que te liberto, se é que algum dia houve, de algo entre...
      Tenho plena consciencia que assim deveria ter feito a mui tempo.
      Se lerdes até aqui só posso dizer que sinto muito e que de alguma maneira tentei reescrever nossa história com algo novo, algo com mais... mais.


Finnis est.