A todo instante revemos algumas de nossas ações. Pensamos em como poderíamos ter melhorado algumas coisas que dissemos, que fizemos. Agora me veio em mente se existe o ensaio do beijo com a mesma intensidade? Ontem mesmo revi dez mil vezes o que eu iria falar no telefone, nas possíveis respostas do meu interlocutor, da minha réplica... Apesar de toda a revisão mental estilo Edgar Allan Poe ter sido bem trabalhada, o telefone não foi atendido. Enfim, o beijo. Como ensaiar algo tão natural? Como prever o toque no rosto dele? Como saber se o compasso do coração dos dois vai estar na mesma sintonia? A respiração pode falhar, o rosto pode esquentar, a aceleração do pulso pode chegar a 100 por hora... Como ensaiar algo que pode significar o sol em um mundo onde a luz é tão finda como a lua? Talvez a intensidade de tal ato dependerá da conectividade dos corações... O ensaio de um beijo.
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