Não adianta, eu disse.
Não adianta, eu estou fora.
De tantos desencontros, de tantos debates, cansei.
Cansei digo eu.
Eu que digo.
Falei primeiro.
E daí?
E daí o quê?
Como se fizesse alguma diferença nas coisas que eu sinto.
Como o quê? Tá louca?
Obrigada.
Obrigada? Não vai contra-argumentar?
Iria fazer alguma diferença pra você, senhorzinho?
Iria sim.
Iria?
Como iria fazer.
você está mentindo.
Eu não minto.
Mente.
Sem comentários em relação a isso.
Deixa de ser chato garoto.
Deixa de ser...
De ser...?
Você é insurpotável, sabia?
Você é um porre garota!
Sou um porre pra você? O que mais? Fale. Estou aqui pra escutar.
Garotinha mimada!
Mesmo?
-- os olhos começam a lacrimejar --
Não... Não foi isso que eu quis dizer.
Então o que foi?
Nada.
--- e olha para o chão ---
O que foi?
Eu tenho que te contar uma coisa, menina.
Vai dizer mais o quê? Que foi eu a responsável por você ter perdido o ônibus por causa de um minuto? Irá dizer que atormento suas noites com as minhas mensagens melancólicas? Que eu ando de perseguindo como uma ex-namorada? Que sou... O que foi... Tas chorando?
Não estou.
Está sim.
Tá dizendo que eu estou mentindo?
Estou afirmando o que eu estou vendo. Por favor não chore.
O que você tem a ver com isso?
Não me ofereça foras. Eu só...
Só está sendo invasiva.
Eu jamais seria invasiva.
Mas você está sendo, garota.
Não há nada em que eu possa falar, nada irá modificar a sua opinião. Deixa, esquece... Como? Eu não disse isso... Como vou pedir pra você me esquecer se você já o fez.
Eu te... O quê? Eu nunca esqueci você.
Suas ações falam por você mesmo, garoto.
Ahhh! Você é insuportável, sabia?
Você já disse isso.
Mesmo sendo insuportável, tola, boba... E mais tudo isso que o senhor tá me chamando, ainda te amo.
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