terça-feira, 10 de julho de 2012

momento

"Juro que não te entendo" ela pensou... Depois ela olhou para o mar e compreendeu que nada foi dito por uma simples coisa, "que não tinha como os pássaros voarem sem asas...". Um sorriso desconcertado surgiu nos lábios dela, "a verdade repassa em mim de uma maneira tão forte, tão estranha, mas é a verdade... Ele possuía uma lábia tão poderosa que conseguiu me deixar vidrada por um ano...", o mar dava sinais que iria chover, iria chover muito. Mesmo assim ela ainda continuava lá. Estranho? Não. A brisa marinha não é doce, vem carregada de sal. Tentava limpar os pulmões de todas as impurezas...
A chuva começou a cair bem fininha, ela começou a andar. Ela já havia se molhado de mais... Já não se sabia o que eram lágrimas, Já não se sabia o quer eram gotas de chuva... O céu refletia os sentimentos dela, estava frio, estava distante, estava feio, estava dolorido... A única vontade que ela possuía, era de ficar em casa, só em casa... A chuva se intensificou... Ela começou a correr... Quando chegou num lugar onde ela estava segura da chuva, ela olhou para trás, para ver o mar... Lembrei-me de coisa que foi dita a mim... "Ame com intensidade, sofra com intensidade... Dance, ria, chore e viva! Poderás tudo, mais sinta cada detalhe da realidade..." Ela saiu do ponto seguro e olhou para o céu, sentindo cada gota da chuva gélida em seu rosto... Um sorriso escapou dos seus lábios... Seria um sorriso nervoso? Seria de alívio? Seria uma tentativa de fuga de tudo aquilo que estava corroendo a mente?
Eu já não sabia...

Um trovão.

O medo dele era tão grande, tão verdadeiro, que a fez sair da chuva... O momento surreal já havia passado...

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