terça-feira, 9 de outubro de 2012

Meu mundo onírico: Sam, Edilma e Daniel

        Estava com ela e com ele. Éramos três:  eu, você e Daniel. Estávamos saindo. Boa ideia a sua, não? Ir à praia.  Ela havia nos convidado pra ir a um passeio lindo! Por que não aceitar? Agora... Saímos os três, com apenas a roupa de banho. Eu não havia estranhado o fato de estarmos saindo à noite. Ela pegou um objeto redondo, de cor vermelha, e pediu que segurássemos aquele objeto. Eu olhei para Daniel e percebi que ele estava com uma cara de quem não estava entendendo o que estava acontecendo. Pegamos.  Um buraco se abriu no chão. O objeto redondo foi atraído e, por consequência, nos levou junto. Ele nos levou a um caminho estreito e escuro, mal conseguíamos ver a nós mesmo. Não sentia arranhões, como se flutuássemos levemente, o suficiente para não tocar no chão. Ela estava séria e relaxada. Teria, ela, o costume de fazer isso todos os dias? Com o tempo fui me acostumando. Era mais rápido do que viajar na superfície. Não tinha engarrafamento, não tinha sinal. Estava tranquilo. Tranquilo de mais. Começamos a passar por um corredor de uma altura maior e cheio de portas. Lembrei-me dos esgotos que tinha lido em Os Miseráveis, lembrava muito. Ratos enormes começaram a aparecer. Antes mesmo que eu pudesse cogitar em ficar apavorada, surgiram morcegos, baratas. Isso começou a me deixar enojada e terrivelmente assustada. Eu sabia que aquele território era deles, mesmo assim, desejei que eles estivessem em outro canto. “Tudo bem. Vai ficar tudo bem.” Eu repetia direto isso. “é só ter calma. Breve chegaremos.” Que breve é esse que não chegava? Olhei para os lados... Daniel estava dormindo. Dormindo? Como isso poderia ser possível? Para alguém dormir tem que está tranquilo e, pelo amor de Deus, quem estaria tranquilo numa situação em que nos encontrávamos? Até viúvas-negras tinha lá. Eu disse viúva-negra! Uma espécie de aranha que devora o parceiro depois dele terem feito o serviço de ‘colocar os ovinhos nela’. Se ela era capaz de fazer isso com o próprio parceiro, e o quiçá ela iria fazer comigo?  Próxima vez eu iria repensar se eu iria usar os veículos não convencionais. Ser ‘arrastado’ no caminho subterrâneo não era o melhor meio que eu já tinha usado.  Não sei se a ideia de está escuro era tão agradável agora, uma vez que poderia ter cobras lá e eu nem ter percebido isso. Depois de um tempo, conseguimos chegar a superfície. Entramos num supermercado pra comprar coisas...

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