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sexta-feira, 22 de março de 2013

13 de Maio*

Quantas vezes eu passo por aqui?
Quantas vezes eu reparo neste lugar?
Quantas vezes temos pressa para chegar em casa, no trabalho, na faculdade e não reparamos por onde passamos?
Nos obrigamos a esperar quando estamos em filas de bancos, de dentista, de cinema. Então porque não esperar um pouco e ver de fato por onde passamos? Elemento tão natural, elementos que são capazes de nos tirar os estresses diários, de revitalizar nossa ideia de viver.
Quanto tempo eu não paro e simplesmente observo? Há tantos animais, tantos brinquedos, algumas fontes... Parece tão apaziguador.
Olhando o céu me prendo as estrelas.
Recife é tão bonito. Parece estranho, mas fiquei esperando que fosse diferente.
Eu não tinha decidido ficar observando nada. Eu tinha ido para encontrar um alguém. Este alguém demorou e eu fiquei sentada no banco vendo. Farei isso outras vezes.

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Nota: *Parque 13 de Maio: parque que se encontra na cidade de Recife. Local amplo, com brinquedos, cheio de árvores eu passo por aqui?

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Carnaval

Eu estava de Colombina e ele estava de Pierrot. As músicas que estavam sendo tocadas alegravam até o coração mais amargo do continente. Carnaval. Apesar de ser conhecida como uma festa comemorada com muitas pessoas, e músicas estrondando e muito e muito calor, eu gostava. Mas onde eu estava, era diferente. Era um local pequeno, verdade. Mas não tinha tanta gente assim. Era até engraçado a forma que os adultos se portavam e se vestiam. Havia algumas pessoas com peças coloridas,  laranja, roxo e rosa... Aquelas mulheres ali, eu sabia, eram aparentadas ou eram amigas. Algumas estavam com tiaras coloridas, chapéus com cores fortes e uns papéis de mesmo tom grudados... As crianças jogavam confetes e serpentina coloridas... O frevo estava com a toda... Não era peixe, não era. Era Iemanjá... Morena... Me segura se não eu caio ... E eu estava sentada observando tudo... Nos quatro cantos cheguei... E as músicas frevando com todos ali. Uma leve chuva caía... Se você fosse sincera, Aurora... Recife literalmente para hoje. O povo aclama com todo o seu esplendor... A diversão estava estampada nos rostos... Cara, era carnaval. E eu olhava para o meu Pierrot... Ele conseguiria me ver? Eu estava do outro lado, ao extremo leste e ele no oeste. Ele estava na banda. Eu já tinha dançado, agora estava descansando e olhando-o. Era impossível ficar parado... O ritmo era contagiante demais... Nossos olhares se cruzaram... E tive a impressão que ele havia parado de tocar. Havia ele se desconcentrado quando me viu? Era uma grande possibilidade. Levantei, ainda com os olhos presos ao dele, e fui dançar. Senti os olhos dele sob o meu corpo em movimento, principalmente aos meus passos que estavam ritmados ao ritmo da dança. Vou beijar-te agora, não me leve a mal, hoje é carnaval... Ele cantara... E vinha em minha direção. Hoje é carnaval.  
  

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Observando

Tava pensando... No encontro do rio com o mar. Mistura  do doce com o salgado. Será que é tão bom quanto pão doce e queijo coalho? Ou é estridente como o raio é com o resultado o frio e do calor?
Não sei.
Vai entender esse tempo, não?
Começa a chover , depois fica esse som com promessas de chuva.
Outra coisa em que eu pensei... Existe várias formas de viver a vida. Acho que sou observadora.
Quem iria notar a tranquilidade que as águas do rio se movem?
Observar os tons variados de azul e verde pode vestir?
Da distancia que me encontro, a Kombi parece um carrinho de brinquedo no Santa Isabel.
Alguém repararia?