quarta-feira, 11 de maio de 2011

Intensidade


Pude ver algo hoje que jamais negarei que aconteceu.
Tomei coragem e o fiz.O fiz mesmo.

Sei que as decisões são tomadas depois de várias analises, sei também que as vezes de tanto pensar, pesamos mais do que o suficiente.
Não é porque eu amo um ser que eu me deixarei me oprimir por ele, ou, por ela.
É tão inglorioso quando a intensidade torna tenso, quando o amor se torna explorador. Quando um desejo torna-se o torturador.
Não é uma visão romântica, não se trata de algo subjetivo e imaginário. É real. Existe.

Há coisas que queremos esquecer, há coisas que podemos esquecer, há coisas que não existiam a esquecer...

Quantas vezes eu tenho que dizer qual é a verdadeira forma de amar? O verdadeiro modo de entender o outro? De querer simplesmente estar perto e somente ver?

Uma vez que há um oceano atlântico que nos separa, uma gélida tela de um computador, ou um simples quarteirão de distancia... Não existe a prova de amor por palavras, só por ações. O que existe nas palavras só são consolos, atenção por ouvir... Nada além de uma superfície supérflua...

Não se pode dizer que se ama um ser sem levar em consideração que um precisa do outro, que necessita insingularmente de trocas de favores, atenção, carinho, critica, e, além de tudo, consideração de persona humana.

Aos amigos, existe certa parceria.
Aos irmãos, existe uma ligação eterna, amável e odilável.
Aos pais, que decidem ter filhos e depois no caminho os esquecem, lembre-se, somos seres imaturos para o mundo, dependemos de conselhos e da presença de vocês. São os nossos guias. Sei que hoje temos outras pessoas que se colocam nessa situação, como as avós, tias, ou até uma mãe ou um pai. Mas os filhos não são os responsáveis de estar aqui. Vocês que fizeram a situação. Vocês escolheram...
Aos que se colocam nesse lugar, agradeço e pesso desculpas, apesar de vocês se colocarem como tal, ainda sentimos falta. Não é culpa nossa. Algo foi retirado e não temos a resposta...


Se decidires amar alguém, decida de livre vontade de doar um pouco de si para cultivar isso. O amor, além de tudo, é como um berço...

terça-feira, 26 de abril de 2011

Verdadeiramente Amar

Quem, eu?
Não mesmo.
Cantar, dançar, amar, sofrer, fazem parte de um círculo natural da vida. Mas o que fazer quando  uma série de acontecimentos começa a alterar o natural? Estamos preparados para tentar a mudança? Estamos preparados  a reagir? Ou simplesmente deixamos que o curso do rio nos guie? Não. Não devemos deixar que coisas que alterem nossa perspectiva de vida. Não podemos deixar nos abalar.

Vivemos dependentes de muitas coisas. O oxigênio, a água, alimento, descanso. É verdade que sentimentos são uma espécie de alimento, mas... Podemos? Devemos? Por acaso não vivemos uma parte da vida, esse período sabemos, enorme, sem esses "aperrengues"?  

Amar é muito mais que depositar em uma pessoa um sentimento bom, de desejo, de consumação. Amar é primeiramente e primordialmente um conceito de vida que deve ser concentrada mais do que tudo a si mesmo. Não posso depositar em alguém uma coisa que eu não dirijo a mim mesma.

Não podemos, também, colocar a culpa no tempo. "O tempo vai fazer que vocês fiquem juntos","não tenho tempo, trabalho, estudo", "ninguém me chamou a tempo de eu ir". Cara, coloca uma coisa em mente, o tempo, você que o faz. Não existe o futuro, tão menos o passado. O que existe é o agora. 

Se queres que algo seja feita, faça. Se queres que algo ande, corra. Não adianta depositar ou querer fazer isso com as pessoas. Pessoas não nascem para servir aos outros. Mas as vezes elas o fazem, ajudam, mas não por obrigação, sim por amor. Ninguém ensina outro a amar. Existem aqueles que "denominam" saber os mistérios disso. Há aqueles que "ensinam" a amar. Na verdade o que essas pessoas fazem é simplesmente é aconselhar sobre respeito, amizade, compreensão, convívio social.

Mas o que leva um amar outro ser? Ter aparência agradável? Nascer do próprio útero?? Ou adotar? Ou simplesmente cuidar dos netos enquanto são abandonados diretamente ou indiretamente pelos pais? Os questionamentos podem ser vários. Respostas podem até ser incontáveis. O ser humano tem algo natural, como outras espécies, de manter a própria espécie. 

Alguns procuram respostas nas religiões, outros, no sistema político do meio em que vive. Mas a real resposta é que simplesmente que nos auto-escalamos para isso, escolhemos. 

terça-feira, 12 de abril de 2011

A Última Carta


      Sabe? Em algumas horas farei 20 anos. Decidi há 15 dias findar umas pendências.
     Havia uma coisa que eu queria falar. Nesse ínterim  percebi que havia te transformado num amigo especial. Sei que de alguma maneira continuarei a te amar. Mais sei que entre nós laços não serão construídos. Dentre as coisas que aconteceram entre a nossa amizade algumas ficaram, com certeza, na minha terna mente.
    Outrora não imaginava  entre nós mas... nunca me senti muito bem ao seu lado, não como namorada.
     Sempre me sentia retraída. Quando estava me acostumando com a ideia você sempre vinha com uma história de uma ex-namorada. Acho que você, como amigo, era ideal.
     Eu me sinto diferente. Eu vivo diferente. Demorou  algumas semanas para eu começar a gostar da sua presença e um pouco mais para desejar estar ao seu lado.
      Percebi que não há encaixe entre nós. Uma vez que você permite que outras entre em sua vida enquanto aparenta uma indecisão para mim. Havia uma coisa a ser dita. Mas acho que não preciso mais dizer. Afinal, nada mudará mesmo.


      Espero que um dia consigas sentir essa intensidade que, por acaso, senti.
      Da primeira, fiquei chateada.
      Da segunda, magoada.
      Não esperarei uma terceira.
      Só assim escrevo para deixar claro que te liberto, se é que algum dia houve, de algo entre...
      Tenho plena consciencia que assim deveria ter feito a mui tempo.
      Se lerdes até aqui só posso dizer que sinto muito e que de alguma maneira tentei reescrever nossa história com algo novo, algo com mais... mais.


Finnis est.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Como posso perder uma coisa na Cama?

Estava deitada em cima de algo macio, ao menos era isso que eu sentia.
Tudo bem. Estava com aquela coisa em mãos. Na verdade, só em uma,
a outra manejava algo liso e leve.
Estava tentando achar uma melhor posição. Mexe de cá, mexe de lá. Ai!
Desapareceu!
Eu sabia que era pequeno, mas não sabia que era trabalhoso.
Está na cama com livros espalhados é o caminho mais fácil de perder pe-
quenos grampos.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Compreensão

As emoções são geradas através da recepção e da interpretação das informações.

Hora do intervalo no Internato Santa Sophia já havia terminado. Como sempre eu havia burlado o horário e continuava a brincar... Estava brincando de amarelinha no pátio do colégio quando vi que minha mãe conversava com a diretora. Ela nunca parecia para me visitar, não naquele horário. E era estranho...
O que ela estava fazendo ali? Não tinha me avisado  que viria. Eu apresentaria a minha melhor amiga da minha sala... Ela já tinha 8 anos, que nem eu. Minha amiga tinha três irmãs e morava com a tia Clara, que era a mãe dela e minha professora...
Ela estava indo embora... Ela não viria falar comigo? Ela iria trabalhar o dia todo e que nem iria voltar hoje...
Ela havia avisado que não poderia chegar em casa em breve...
Ela estava dobrando a rua... Ela não me vira? Nem um mero até logo, um aceno seria suficiente...
Eu queria mais que isso. Queria um abraço, um beijo... Simplesmente saíra.
Ela não me vira...
Eu quero que ela sinta que eu existo, quero que ela me note... Eu quero que ela diga que sabe que sou sua filha... Não mais se via ela pelo corredor de janelas que se dava para ver a rua.
Ela não me buscou naquele fim de semana, nem naquele semestre, nem aquele ano.
Estava brincando de amarelinha no pátio do colégio quando vi que minha diretora estava vindo em minha direção com uma cara de quem queria conversar comigo.
O que eu não entendi foi o motivo dela vir falar comigo, não possuíamos a melhor das amizades uma com a outra. Mas ela viera. Ela queria falar... E era sobre a minha mãe. O que queria fazer comigo? Ela simplesmente fez um comentário de que eu não mais veria a minha mãe.
Aos 13 anos fiquei sabendo que não mais veria a minha mãe. 
Ela havia partido para não mais viver...

terça-feira, 8 de março de 2011

I'll be happy again ...

you do not know my heart
you just played with me
I am not a toy ...
My feeling was sincere ...
not worth trying, no more ...

do not want to see him again ...
you broke my heart.
I will be happy now!
I'll be happy again!
Thou shalt not part of my life.

Follow the sea,
follow my dreams,
follow my most sincere feelings ...
Follow the life that you deleted.

Do not want to have you in my life ...
You said you wanted me to go ...
But I see that you are giving back.
Do not want to indecision in my life again ...

I want to be happy
And you just want to play ...
You're still a child,
I. .. a beautiful girl.

Remember ... the decision was you.
I'm just moving on.

No more suffering for you ...
I will follow my way free ...
Sorry ... but all I can say.

I'll be happy again ...

quinta-feira, 3 de março de 2011

O Nascer da Lua

  Luna olhava  a praia e tentava ver como o céu noturno conseguia algo que o céu claro não conseguia.
  O Corpo Celeste responsável pela claridade, que ilumina o período do dia é quem não permite o brilho cálido das estrelas.
 Essa claridade é capaz de separar o céu e o mar.
 A noite, a falta do corpo celeste, o brilho que a lua e as estrelas emitem não conseguem separar o céu e o mar.
 Uma coisa vem em mente quando pensamos na iluminação do dia. No século XIX o movimento iluminista pregava a propagação da Razão. Razão igual a luz.
 Metaforizando: Se a razão é o motivo para a separação de dois grandes seres, preferes a razão ou o simplório brilho das estrelas e da lua?