Sai da sala e lembrei que tinha que sair dali. Não poderia seguir em diante com isso. Seria perigoso demais. Sacanagem. Ele tinha que ser o meu chefe? Desci alguns andares e fui parar na minha sala. Ali eu poderia ficar mais tranquila... Eu poderia respirar sem me preocupar com a minha vontade de...
Ai que coisa!
Se controla!
Ok.
Batem na porta.
Eu não me lembro de tê-la fechado. Me levanto e abro. Era ele.
Ela - Como você chegou aqui tão rápido?
Ele - Do mesmo jeito que você, com as pernas. - e ele entra na sala dela. - Aqui que é a sua sala?
Ela - É o que está escrito na placa do lado de fora, não é?
Ele - Talvez eu não tido tempo para lê-la.
Ela - Talvez você não tenha intuito de ter tempo para ler isso do que... - e ela parou bruscamente.
Ele - Do que?
Ela - Nada.
Ele - Fale.
Ela - Há alguma diferença se eu falar?
Ele - Há alguma diferença se eu der uma negativa? - Ela sorriu. Ele conseguia aproveitar todas as oportunidades, fazendo com que elas tivessem um ótimo resultado para ele. Ele tinha um ar diferente nele. Não era a aparência que estava atraindo a atenção dela, não era mais. Era a sua resiliência. Um sorriso brotou nos olhos dele quando ele viu que o comentário dele havia modificado completamente a aparência fechada que ela havia se posto.
Ela mexeu um pouco no cabelo, estava imprecisa. Ela não esperava que ele respondesse assim.
Ele - O que você está fazendo?
Ela - Tentando ganhar algum tempo.
Ele - Tempo?
Ela. - Tempo.
Ele - Pra quê?
Ela - são três e meia agora, estamos no meio do expediente, e tem muita coisa pra fazer aqui, e...
Ele - Você não parecia lembrar de tudo isso quando estávamos em minha sala.
Ela - A questão não era que eu não lembrava.
Ele - E qual era a questão então?
Ela - Que tive tempo de voltar a minha razão quando você parou para atender o seu telefone.
Ele - Então eu vou lembrar disso da próxima vez.
Ela - Próxima vez?
Ele - Sim, próxima vez.
Ela - Por que falas como se soubesse que haverá 'uma próxima' vez?
Ele - Vá por mim, terá.
Ela - Se terá, não será agora.
Ele - Como?
Ela - Falas como se fosse num futuro e não agora. Se não é agora, por favor se retire da minha sala.
Um novo sorriso foi estampado no rosto dele. Cara, ele não tinha noção de que trabalhar nesta filial iria ser tão divertida. Ele sabia que o trabalho dele seria útil. Fora contratado para trazer destaque a esta empresa. Mas acho que encontrarei uma diversão, um bônus.
Um silêncio se instaurou entre ele e ela. Ele se moveu até a porta e se virou para ela.
Ele - Não vale a pena. - E, como esperado, a feição no rosto dela de mandona foi substituída por incredulidade.
Ela - O que não vale a pena?
Ele - Não vale a pena você;
Ela - Agora pronto. I can't believe this.
Ele - Why not?
Ela - Você é sempre assim ou é só comigo?
Ele - Qual é a diferença?
Ela - Eu...
Ele - Estou brincando.
Ela - Desculpe.
Ele - Por que você está pedindo desculpa?
Ela - Só sinto que eu deveria.
Um celular toca.
Ela - Você não vai atender?
Ele - E se eu atender? Afinal, já percebi que você não me quer aqui.
Ela - Atende então.
Ele - Há alguma diferença?
Ela - Sinceramente? Cai fora.
Ele - As vezes penso que não te entendo.
Ela -What? Who are you to say that?
Ele - Você não sabe? Sou seu chefe.
Ela - Sure! You are my boss! Now everything was clear!
Ele - Você não precisa ficar nervosa.
Ela - Why do you say that?
Ele - Agora vou indo. - Antes que ele pudesse chegar na porta, ele virou e deu um sorriso dúbio.
Ela mexeu um pouco no cabelo, estava imprecisa. Ela não esperava que ele respondesse assim.
Ele - O que você está fazendo?
Ela - Tentando ganhar algum tempo.
Ele - Tempo?
Ela. - Tempo.
Ele - Pra quê?
Ela - são três e meia agora, estamos no meio do expediente, e tem muita coisa pra fazer aqui, e...
Ele - Você não parecia lembrar de tudo isso quando estávamos em minha sala.
Ela - A questão não era que eu não lembrava.
Ele - E qual era a questão então?
Ela - Que tive tempo de voltar a minha razão quando você parou para atender o seu telefone.
Ele - Então eu vou lembrar disso da próxima vez.
Ela - Próxima vez?
Ele - Sim, próxima vez.
Ela - Por que falas como se soubesse que haverá 'uma próxima' vez?
Ele - Vá por mim, terá.
Ela - Se terá, não será agora.
Ele - Como?
Ela - Falas como se fosse num futuro e não agora. Se não é agora, por favor se retire da minha sala.
Um novo sorriso foi estampado no rosto dele. Cara, ele não tinha noção de que trabalhar nesta filial iria ser tão divertida. Ele sabia que o trabalho dele seria útil. Fora contratado para trazer destaque a esta empresa. Mas acho que encontrarei uma diversão, um bônus.
Um silêncio se instaurou entre ele e ela. Ele se moveu até a porta e se virou para ela.
Ele - Não vale a pena. - E, como esperado, a feição no rosto dela de mandona foi substituída por incredulidade.
Ela - O que não vale a pena?
Ele - Não vale a pena você;
Ela - Agora pronto. I can't believe this.
Ele - Why not?
Ela - Você é sempre assim ou é só comigo?
Ele - Qual é a diferença?
Ela - Eu...
Ele - Estou brincando.
Ela - Desculpe.
Ele - Por que você está pedindo desculpa?
Ela - Só sinto que eu deveria.
Um celular toca.
Ela - Você não vai atender?
Ele - E se eu atender? Afinal, já percebi que você não me quer aqui.
Ela - Atende então.
Ele - Há alguma diferença?
Ela - Sinceramente? Cai fora.
Ele - As vezes penso que não te entendo.
Ela -What? Who are you to say that?
Ele - Você não sabe? Sou seu chefe.
Ela - Sure! You are my boss! Now everything was clear!
Ele - Você não precisa ficar nervosa.
Ela - Why do you say that?
Ele - Agora vou indo. - Antes que ele pudesse chegar na porta, ele virou e deu um sorriso dúbio.
Ela - Standing around!
Ele - Sabia que quanto mais nervosa você fica, mais você fala em inglês?
Ela - This is not true. I'm talking in Portuguese.
Ele - Sure!
Ela - Seu celular.
Ele - I did not bring my phone. Should be your ringing.
Ela - Droga. É. - Ela se vira para atender e se aproxima da janela, do outro lado da sala, ao oposto extremo dele. Ao colocar o celular no ouvido, sente que ele havia se aproximado dela. Sentiu o rosto dele encostar no rosto dela.
Ela - Alô?
E com uma voz baixa, ele sussurrou: - irás mesmo ficar no telefone?
Ela, que nem deu tempo para saber quem era, desligou o telefone, no momento em que ele roçou os lábios pela bochecha dela.
Ela - What are you doing?
Ele - I'm kissing you.
Ela - Alô?
E com uma voz baixa, ele sussurrou: - irás mesmo ficar no telefone?
Ela, que nem deu tempo para saber quem era, desligou o telefone, no momento em que ele roçou os lábios pela bochecha dela.
Ela - What are you doing?
Ele - I'm kissing you.
Ela - What do you want with me?
Ele - Whatever you want to do with me.
Sons e toques... Sensações novas e desejo aflorando em cada gesto que eles faziam..
Ao toque que arrepia, ao som involuntário que escapa dos lábios quando se está sentindo além do toque físico.
Nossos body se unindo, nossa respiração se misturando, já não sabia qual o corpo era de quem, estávamos unidos, em todos os sentidos.
O beijo foi descendo e subindo pelos rosto até chegar nos lábios... Ele mantinha os olhos fechados, mas sua respiração estava completamente se alterando... O beijo parecia mais um guerra entre lábios e mãos que tocava meramente a superfície da pele exposta... Era apenas um beijo, que os fazia unir...
Uma queda de energia no prédio fez com que as luzes se apagassem e a sala ficasse completamente escura. Eles foram andando até chegar no birô do escritório. Objetos foram jogados no chão. Ela ficou sentada enquanto ele em pé. Ele se ajoelhou e ela fechou os olhos e jogou o rosto para trás. Ele estava descendo os beijos... Ele estava retirando a proteção que as roupas traziam... O beijo era quente.. O beijo era gelado... Era apenas... Era toques... Aquilo ali estava ficando bom de mais.
Ele - O que você está pensando?
Ela - Em você.
Ele - Em mim?
Ela abriu os olhos e descobriu-se na sala dele, agora ele não estava mais olhando para o nada na janela, mas estava com uma cara esquisita olhando para ela. Droga, droga e droga! Percebi que havia sido uma ilusão, uma droga de sonho acordado. Eu merecia! Que raiva de mim! Raiva não, era apenas um desejo.
Ela - é... bem... no projeto que você falou mais cedo... Nós poderemos concluir ele com...
E lá se foi mais um dia de trabalho com o meu chefe de camisa xadrez.
Ele - Whatever you want to do with me.
Sons e toques... Sensações novas e desejo aflorando em cada gesto que eles faziam..
Ao toque que arrepia, ao som involuntário que escapa dos lábios quando se está sentindo além do toque físico.
Nossos body se unindo, nossa respiração se misturando, já não sabia qual o corpo era de quem, estávamos unidos, em todos os sentidos.
O beijo foi descendo e subindo pelos rosto até chegar nos lábios... Ele mantinha os olhos fechados, mas sua respiração estava completamente se alterando... O beijo parecia mais um guerra entre lábios e mãos que tocava meramente a superfície da pele exposta... Era apenas um beijo, que os fazia unir...
Uma queda de energia no prédio fez com que as luzes se apagassem e a sala ficasse completamente escura. Eles foram andando até chegar no birô do escritório. Objetos foram jogados no chão. Ela ficou sentada enquanto ele em pé. Ele se ajoelhou e ela fechou os olhos e jogou o rosto para trás. Ele estava descendo os beijos... Ele estava retirando a proteção que as roupas traziam... O beijo era quente.. O beijo era gelado... Era apenas... Era toques... Aquilo ali estava ficando bom de mais.
Ele - O que você está pensando?
Ela - Em você.
Ele - Em mim?
Ela abriu os olhos e descobriu-se na sala dele, agora ele não estava mais olhando para o nada na janela, mas estava com uma cara esquisita olhando para ela. Droga, droga e droga! Percebi que havia sido uma ilusão, uma droga de sonho acordado. Eu merecia! Que raiva de mim! Raiva não, era apenas um desejo.
Ela - é... bem... no projeto que você falou mais cedo... Nós poderemos concluir ele com...
E lá se foi mais um dia de trabalho com o meu chefe de camisa xadrez.

Amando essa brincadeira de cão e gato desse dois!
ResponderExcluirBeijos
#Priscila
é bom saber :)
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