quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Encontros

Estava aflita novamente. Custava ligar? É, custava sim. Olhei diversas vezes para o numero na agenda do meu celular. Engraçado era o jeito que eu tinha salvo o numero dele, 'Não Ligar'. As horas se passando e o aperto no meu peito aflorando. Não podia continuar assim... Liguei... 
Algum tempo depois... Na praia...
-aconteceu algo?- ele perguntara.
-podemos caminhar um pouco? só o suficiente para clarear a minha mente. não que ela esteja embaraçada, mas para me dar um tempo para saber passar o que tenho há alguns dias... O que há dias venho planejando dizer a você.
-não seria mais prático você ir direto ao assunto?
- seria sim. - parou de andar, olhou para os lados e viu uma árvore próxima das águas. - vamos para ali, sim?- e foi em direção a ela. O caminho foi curto, levou menos de trinta segundos para os dois estarem ali.
-eu sei que falamos muitas coisas, que havias dito que se houvesse química... As pessoas vivem dizendo que o amor espera, mas nenhuma delas fala como isso pode ser...
-angustiante?-

-difícil. Eu sei que se eu fizer... - ai ela levantou a mão e passou de leve no rosto dele. Ele se assustou e quase deu um passo para trás. Ao perceber a intenção dela, fechou os olhos e apenas sentiu o toque dela - eu sei que... - e seus olhos perceberam que o rosto dele mudou ao toque dela. Sua voz foi ficando mais rouca. - pensei que você não iria sentir nada... Imagina se eu... - e subiu a mão por sobre o peitoral dele, em seguida a mão direita dele segurou a minha mão, aproximando nossos corpos e olhou diretamente nos meus olhos.

-aconteceu alguma coisa, Sam?- ele perguntou. - o que estas fazendo?- ele continuava a olhar meus olhos e a segurar a minha mão. A mão dele estava quente sobre a minha. Percebi que estávamos quase respirando o mesmo ar, e eu tinha certeza que havia uma aceleração no minha respiração. De repente percebi que estava com a mente vazia e que tava me perdendo nos tons de castanhos escuros que a íris dele possuía. Minha mão desceu no rosto dele. Ele olhava tanto para os meus olhos quanto para os meus lábios.

-não temos química nenhuma. Somos apenas amigos. - Eu falei. Eu tentei sair, mas o movimento que eu fiz foi impedido por ele. Por um momento eu não sabia o que fazer. Sentia meu coração pulsar mais rápido. Ele se aproximou devagar do meu rosto. Senti a sua respiração na minha pele. Ele havia fechado os olhos e estava meio centímetro dos meus lábios. Rocei a minha boca na dele, mas invés de beijar, fiz com que minha bochecha encostasse na dele;
-abra os olhos- eu pedi. Vagarosamente, ele abriu os olhos. - não tenho ideia do que se passa em sua mente, apesar de conseguir perceber cada sinal que seu corpo demonstra, deixando claro que você está... Que você está...
- que estou querendo sem querer, sem saber que sabe. Vejo em você uma certa confusão, mas sei que algum lado dessa bagunça pende pro meu lado...
- eu não estou confusa, só não sei o que está acontecendo. Uma hora me diz que... Céus... Isso parecia tao simples.. porque não ser simples... Custava você dizer que está apaixonado por mim? Você reage ao meu toque, você...
-Se fosse, assim, tão simples, nem você nem eu daríamos ouvidos a essa conversa. Acho que somos ambos bagunçados pelo meio... Nem eu daríamos ouvidos a essa conversa. Acho que somos ambos bagunçados pelo meio... Eu reajo ao seu toque, espero ouvir sua respiração de perto, mas me tranco e não te dou certezas porque tenho medo do que você fará com elas. Se eu disser que estou apaixonado, você vem e diz que se foi a química. Prefiro o silêncio e ter o cheiro dos seus cabelos aqui perto. - eu fiquei completamente encantada com que ele havia dito. Ele tinha dito, de certa maneira, que estava apaixonado por mim.
- Eu não preciso de certezas, só preciso saber de você me quer do mesmo modo que eu desejo, e assim eu iria saber que realmente estamos juntos... - levo meu dedo ao seu rosto, e passo uma linha na sua face com ele, indo dos olhos ate chegar aos lábios, sentindo brevemente a maciez com o dedo aproximando meu rosto do seu,  dou um leve beijo.
-Te quero, assim, obliqua e dissimulada, me quero ao seu lado, do jeito que eu fico quando você vem perto. Quero sentir o que estou sentindo agora, quero ser inseguro como quando ao seu lado e forte como quando de um beijo como este.- 
Os olhos se acalentaram mutuamente. O sorriso apareceu nos lábios dela. O vento passou e despenteou os cabelos dela. Ele olhava para ela carinhosamente. Ele olhava-o cheio de ternura...

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