Sentei e olhei para o céu. A princípio me distraí só com os movimentos das nuvens que escondiam a meia lua.
O céu estava repleto de pequenos pontos brilhantes estrelados.
Não sei quanto tempo isso durou, mas acabei mergulhando nos meus pensamentos.
Me sentia como se tivesse deixando a vida passar, como se tivesse desistido de continuar com a vida.
Cai tantas vezes. A impressão que eu estava tendo era que eu não conseguia ficar em pé. Sentia uma constante aperto no meu peito. Eu não sabia o que fazer.
Descobri que meu grupo não era algo verdeiro, o que me tirou a base das amizades que eu mantia como as contantes e que eu pensava ser eternas. Problemas pessoais foram aumentando. Descobri que a minha variação de humor estava cedendo muito rápido... Não consegui me sentir bem. Não consegui me sentir... Não consegui sentir o silêncio na minha mente. Eu estava atormentada. Me sentia como um peixe fora d'água. Céus!
Tentei de vários modos encontrar o equilíbrio. Tentei me reerguer por diversas maneiras, mas não obtive nenhum êxito. Perdi a vontade de viver.
Me sentia culpada.
Eu não deveria ter deixado as coisas chegarem a esse limite.
Senti que a solidão recomeçava a surgir em minha mente.
Descobri que era fácil entrar no fundo do poço. Juro que tentei sair.
Abri os olhos e vi como a noite estava escura. Uma dor de cabeça martelou outra vez.
Eu deveria ser mais forte, mais tolerante, mais alegre, mais simpática, mais inteligente...
Quando eu olhava para ela, desejava retirar toda a dor que ela sentia. Quando olhava para as minhas duas irmãs menores, desejava poder inserir na cabeça delas a maturidade que cabia à idade delas.
Eu sabia que ela precisava de mim. Elas precisavam de mim.
A tristeza que vinha me acompanhando, mais o senso de responsabilidade que recaia sobre os meus ombros, mais minha sensação de inutilidade, mais minha falta de direção... A angústia repassava por tudo... Só havia uma coisa a fazer...
Encontrar alguém para ficar no meu lugar.
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