quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Promessas - Capítulo 2


Apesar de vê-la do mesmo estado que ele se encontrava, não fiz nada. Ele sabia muito bem que ela precisava ser reconfortada, mas não sabia ao certo o que poderia fazer ou que ela precisava imensamente ficar sozinha. Ela parecia não ver mais ninguém. Ninguém. Ela estava de corpo presente, de mente ausente. Ela olhava sempre para o mesmo ponto. Sempre sem piscar.
O relógio tinha uma mania insensata de quase não querer se movimentar. Será que ele estava programado a trabalhar desse jeito? Fui para o quarto esperar... Acabei adormecendo. Acordei eram três da manhã. Eu levantei para beber água. O corredor eternamente branco se encontrava eternamente solitário. Não havia uma sequer pessoa nele. Sai assim mesmo.
Não sei ao certo quanto tempo precisei para sair daquela realidade e me afundar em outro devaneio. Lembrei que certa vez... Numa quinta feira... Umas 12h20min, talvez... No celular...
Ele - Não dá para ir hoje. Quero chegar cedo em casa e amanhã vou a festa de uma prima minha.
"Quantas vezes ele daria uma desculpa?" eu pensei.  Mas eu sabia que a correria este risco, de ele ter alguma coisa pra fazer, a final, eu havia ligado pra ele no dia anterior e ele disse que ligaria para confirmar. A ligação não foi feita.
Ele - Mas podemos remarcar. - Ele não sabia o que aquela simples afirmação havia feito em mim. Uma porção de esperança brotou no meu ser, uma corrente de animação passou do dedo mindinho do pé até acelerar meus batimentos.
Ela - Pra quando?
Ele - Para quarta-feira que vem - "Tão longe assim?", Eu pensei.
Ela - Tem certeza que não vai mudar? - Eu não queria esperar até a quarta e descobrir que não seria, que poderia correr o risco do não acontecer.
Ele - Sem falta - Ele prometera.
Ela - eu passo ai ou nos encontramos lá?
Ele - Tanto faz.
Ela - Eu passarei ai...
E o telefone foi desligado. Alegremente fui dá as boas novas à minha amiga. Era brilhante. Era muito bom.
Na terça seguinte.
Eu – Eu não vou ligar para ele hoje, só para não correr o risco de ele dizer uma desculpa.
Amiga – Se você quer fazer isso.
Ela não consegue dormir direito à noite. Isso foi tenso. Na manhã seguinte, havia acordado esperançosa, a final, ela iria encontrá-lo hoje!
No final do expediente ela pede para a amiga esperar na hora da compra das entradas. A amiga chega a questionar se ela temia que ele não fosse. A resposta não foi precisa ser dita diretamente. Só que ficou combinado de uma ligar para outra.

Essa parte eu li no diário dela... O final estava meio estranho, estava borrado. Poderia ser lágrimas? Talvez. Eu entendi que ele não estava no trabalho quando ela chegara lá...

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