sábado, 8 de junho de 2013

Ela e o Lobo : episodio 1: Elevadores

Conversa vai e conversa vem, e eles ali, falando de um todo, quando ele chega, todo risonho, como se tivesse descoberto algo na conversa, algo que ela deixara escapar sem querer, e pergunta, todo confiante.

Ele - Você me acha bonito?

Ela não esperava essa pergunta, sorriu, meu sem jeito, mas quando se percebeu fazendo isso, tentou disfarçar.

Ela - é, eu acho.
Ele - fala sério, me achas bonito?
Ela - Cara... Tu não se vê não? Claro que te acho lindo... - merda. Eu não deveria ter dito aquilo, mas, escapara. - uma coisa que eu penso é que a beleza está nos olhos de quem a aprecia.
Ele - Além de me achar lindo, inda me aprecia?
Ela - Não é apreciar... Bem verdade que és atraente...
Ele - Me achas atraente?
Ela - caramba! Na verdade sim. Pra quê esse interrogatório? Tudo bem, confesso que falei naquele outro dia que te achava atraente. Mas, de boa, foi apenas um comentário!
Ele - Um comentário bastante curioso, não?
Ela - Ain! Tá, tá, tá!
Ele - Ahn?
Ela - bora falar de outro assunto, sim? 
Ele - Este assunto te incomoda?
Ela - Não. Só não sei o que isso resultará. Apenas isso. Estou me sentindo desconfortável. Se continuares assim, acho melhor eu ir embora.
Ele - se eu parar de falar isso, ficarás?

Ela parou e ficou olhando pare ele. Ele mesmo iria parar de fazer essas perguntas só pra que ficasse um pouco mais?

Ela - talvez. Bora fazer uma caminhada? É que eu acho que aqui está meio abafado.
Ele - abafado? Estamos no pátio da escola.
Ela - Não é isso. Podemos ir a sala dos professores Acho que esqueci algo lá, sim?
Ele pensou um pouco e respondeu - Sim.

Ao chegar lá, ela pegou uma chave na bolsa dela e abriu o seu armário. Nem havia percebido que não havia ninguém na sala. Ao certificar que não tinha esquecido nada, fechou o armário. Quando voltou a olhar para a sala dos professores, descobriu que estava só. Sentou na cadeira, apoiou os cotovelos na mesa, colocou as mãos espalmadas no rosto e fechou os olhos. Ouviu o barulho da porta, provavelmente era uma das portas dos banheiros exclusivos dos professores, talvez o Lobo estaria ali. O nome dele não era lobo, mas fazia tanto tempo que ela o chamava assim e esquecera o motivo que a levara a sempre se referir a ele desse modo, mas eu sabia que ele gostava.  Uma coisa ruim deveria estar acontecendo. Eu sentia isso. Eu não poderia estar enganada. Eu me sentia estranha. Não ao certo o que eu poderia fazer, mas acho que me isolar não era o melhor jeito. Outro barulho eu escutei, alguém estava, com certeza, no banheiro. Fiz algumas anotações mentais sobre algumas coisas que eu deveria realizar mais tarde. Mas não sabia como começar, de veras. Porém e deveria reorganizar algumas coisas que estavam em pendências á alguns dias. Outro barulho escutei. Foi quando despertei de alguns devaneios. Que coisa. Me levantei e entrei no corredor onde dava para os banheiros dos professores.

Ela - Oi? Lobo é você que está ai?
Ele - Oi! Sim. Ajuda? Estou preso.
Ela - Por que você não me chamou?
Ele - Eu bem que tentaria, mas acho que você não iria escutar, por isso eu estava tentado abrir a porta. Mas as minhas tentativas não estão sendo as melhores.
Ela - Para um lobo forte, estás ruim. Imagino que a sua fama de derrubar casas ficará arruinado.

Ele riu. - Mas você não vai espalhar isso, vai?
Ela - eu prometo que não vou mencionar isso a ninguém e nem vou postar uma indireta dessa no face.

Ele riu novamente. - Eu acredito nisso, mas me ajuda. Não vou continuar a raciocinar direito se continuar preso aqui.
Ela- Ok. Só preciso arranjar uma maneira de abrir...
Ele - Por favor, já estou começando a ficar sem ar.
Ela - calma!
Ele - estou calmo, mas preciso de ar.
Ela- Há uma janela no canto de cima.
Ele - Como você sabe?
Ela - eu já entrei ai.- ela falou isso procurando as chaves sobressalentes do banheiro que ficavam na instante de livros.
Ele - O quê?
Ela - Eu  poderia dizer apenas que os banheiro são iguais, mas certa vez o banheiro feminino estava interditado e eu usei o masculino. Apenas isso.
Ele riu ainda mais. - Ok, eu já entendi.
Ela encontrou a chave e abriu a porta. - Bem, você sobreviveu.

Eles saíram dali e foram ao Banco do Brasil. Estava no fim da tarde e havia poucos clientes, de uma forma geral, no banco. Eles iriam fazer uma transação simples, mas eles tinham que ir falar com o gerente. Eles iriam para o quarto andar, ela deu a ideia de ir pelas escadas, ela não gostava muito de elevadores. Em meia hora eles já tinham conseguido o que eles tinham ido fazer lá. Quando estavam saindo da sala do gerente, o elevador estava chegando no andar deles. Eles decidiram esperar.
Quando entraram no elevador, havia apenas uma pessoa. Só quando estavam dentro que perceberam que estavam subindo.
Conversa vai, conversa vem, e eles nem perceberam que o elevador havia parado...

Ela - Impressão minha, ou estamos parado?
Ele - Alguém deve ter solicitado que houvesse uma pausa.
Ela - não, ele tá parado mesmo.
Ele - Estamos...
Ela - não, sério. Acho que deveríamos ter descido pelas escadas.
Ele - calma. Estamos apenas parados..
Ela - Não, sério. Estamos parado.
Ele - eu já percebi isso...
Ela - Que droga. Respira um pouco... Que droga!
Ele - Dá pra ficar calma? Estamos apenas parado!
Ela - Eu já percebi isso!
Ele - Só um instante... Há alguma coisa que podemos fazer...

Ela começou a andar de um lado para o outro e ele se aproximou e viu que havia um sinal de alerta do visor que mostrava o andar que eles deveriam ficar. Ele procurou algum sinal de algum botão que indicasse para pedir ajuda. Quando voltou olhar para ela, percebeu que ela estava começando a soar muito, a respiração dela estava acelerando. Ela não conseguia mais ficar quieta.

Ele - Respira...
Ela - eu estou respirando. Não consegue ver?
Ele - eu consigo ver você andando impacientemente de um lado para o outro. Desse jeito você vai acabar fazer um buraco no chão do elevador.

Ele chegou e abraçou-a. Ela tremia e ele sentia claramente que ela estava se sentindo desconfortável e, provavelmente, com muito medo mesmo.


Ela- Não saia daqui.
Ele - eu não vou sair.
Ela - Sério. Não me deixa aqui sozinha.
Ele - eu já disse. Eu não vou sair.
Ela começou a ficar mais mole e ele a sentiu se apoiar nele. Ele apertou o abraço, tentando passar para ela uma segurança que ele sentia que ela precisava sentir.

Que tal ler o episódio 2?





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