Havia um garotinho, 1 ano e 10 meses, segundo a mãe, que estava chorando por não querer sair próximo do pai. Ele parecia assustado. A mãe conversou com ele, mas nada do que ela dizia parecia acalmar o garotinho. A impressão que eu tinha era que ele tinha medo que o pai poderia desaparecer. Fui ao banheiro e quando eu voltei ele brincava com um carrinho vermelho. Os minutos se seguiram e uma garotinha, de seus exatos 2 anos, segundo a mãe, chegou.
O garotinho, todo empolgado, se aproximou dela. Ele, que estava comendo pipoca, fez sinais, oferecendo para ela. Vendo a aceitação explicita no rosto dela, ele seguiu até a avó, pois ela estava com o pacote na mão. A menininha, toda esperta, foi com as duas mãos sob o pacote e pegou-o. Sinais foram feitos para indicar para que ele pegasse o que estava dentro e que não levasse o pacote com todo o conteúdo. Depois de pegar uma, ela se afastou. O guri, foi atrás dela. Fizeram mais sinais. Era curioso a forma de comunicação que eles usavam. As vezes soltavam um grunhido ou outro, mas toda a conversa era, praticamente, toda com leitura e interpretação de gestos e ações. O menino ainda conseguiu trazê-la de volta umas três vezes. Ela ia embora e ele dava um jeito de trazê-la de volta. E, o curioso, ela sempre vinha. Legal, eu pensei. tão jovens, nem sabendo falar, mas dominava a arte da conquista.
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