E desceu do céu um anjo. Ele pousou no chão, debaixo de um pé de manga espada. E o sol brilhava. Ele estava só. "O que eu vou fazer agora?", ele se perguntou. Ele não lembrava o que era para fazer. Olhou ao redor. Esta no jardim de uma casa. Muro amarelo, com duas grades e uma janela entre elas. Estava no fim de tarde de domingo. Ele sabia que tinha que fazer uma missão, mas não lembrava mesmo o que tinha que fazer. Entrou na casa. Estava silenciosa. A varanda era pequena, tinha duas cadeiras de balanço, uma de ferro e outra de madeira. Entrou na sala, percebeu que tinha duas saídas, uma dava num quarto e a outra na cozinha. Estava tudo quieto. A luz do dia entrava por todas as direções. O anjo continuou a olhar. Seguiu pela cozinha, que tinha mais quatro portas, um para um banheiro, outras duas para dois quartos e outra para a área externa. Escutou o som do coração de alguém. Estava tranquilo, doente, mas calmo. Não sabia ao certo o que iria fazer, mas era com aquele coração. Estava no quarto e dormindo. Antes de entrar lá, ele escutou outro coração. Era mais novo, mais agitado, mais angustiado, mais alegre, mas não tão feliz quando aquele que estava dormindo. O anjo se perguntou e decidiu que tinha que fazer algo por esse coração também.
Voou em direção ao coração intranquilo. Ele estava na cadeira em frente ao um computador. Digitava algo super rápido e não notou a sua aproximação. Tinha uma aparência bonita, jovem. Estava entretida. O anjo tocou com a mão no coração dela. Notou que havia um vazio imenso ali. Ele não sabia o que era, mas despejou paz e quietude nela. Aos poucos ela parou de digitar e olhou ao redor. Ela havia notada a diferença. O anjo sorriu e começou a sair. Ela olhou pela direção que ele se encontrava e ele teve a impressão que ela podia vê-lo.
Voltou para o quarto do coração quieto, e disse "levante-se, já está na hora". A senhora que dormia, sorriu. "Tem que ser agora? Estou tão cansada. Mas não sei se posso ir agora. Não iria me levantar bem se soubesse que eu não consegui mudar as coisas aqui.", falou triste. "Tudo ficará no seu devido lugar, minha cara jovem. Não deixarei que nada aconteça de ruim. Confie em mim.", acalmando a nobre senhora, pegou sua mão e subiu com ela.
Alguns dias depois...
'Ela se foi, ela descansou.', pensei. Fazia tanto tempo que ela se preocupava com tantas bobagens. Não era justo que ela sofresse por coisas que não estavam ligada a ela. Ela era uma ótima mãe, uma ótima vó. Ela deixará saudades. Mas fico feliz de ela ter ido. Sentirei muita falta dela. Ela é o anjo que Deus colocou em minha vida.
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Meu primeiro conto falando acerca de morte. Mas tenha cuidado com as coisas que você anda dizendo. Não magoei a pessoa que cuida de você. Elas sempre tem o cuidado com você. São nossas mães, avós, amigos... Enfim, pessoas que nasceram para te amar.
Isso aqui é apenas um conto.
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