Eu estava de Colombina e ele estava de Pierrot. As músicas que estavam sendo tocadas alegravam até o coração mais amargo do continente. Carnaval. Apesar de ser conhecida como uma festa comemorada com muitas pessoas, e músicas estrondando e muito e muito calor, eu gostava. Mas onde eu estava, era diferente. Era um local pequeno, verdade. Mas não tinha tanta gente assim. Era até engraçado a forma que os adultos se portavam e se vestiam. Havia algumas pessoas com peças coloridas, laranja, roxo e rosa... Aquelas mulheres ali, eu sabia, eram aparentadas ou eram amigas. Algumas estavam com tiaras coloridas, chapéus com cores fortes e uns papéis de mesmo tom grudados... As crianças jogavam confetes e serpentina coloridas... O frevo estava com a toda... Não era peixe, não era. Era Iemanjá... Morena... Me segura se não eu caio ... E eu estava sentada observando tudo... Nos quatro cantos cheguei... E as músicas frevando com todos ali. Uma leve chuva caía... Se você fosse sincera, Aurora... Recife literalmente para hoje. O povo aclama com todo o seu esplendor... A diversão estava estampada nos rostos... Cara, era carnaval. E eu olhava para o meu Pierrot... Ele conseguiria me ver? Eu estava do outro lado, ao extremo leste e ele no oeste. Ele estava na banda. Eu já tinha dançado, agora estava descansando e olhando-o. Era impossível ficar parado... O ritmo era contagiante demais... Nossos olhares se cruzaram... E tive a impressão que ele havia parado de tocar. Havia ele se desconcentrado quando me viu? Era uma grande possibilidade. Levantei, ainda com os olhos presos ao dele, e fui dançar. Senti os olhos dele sob o meu corpo em movimento, principalmente aos meus passos que estavam ritmados ao ritmo da dança. Vou beijar-te agora, não me leve a mal, hoje é carnaval... Ele cantara... E vinha em minha direção. Hoje é carnaval.
Samanta, você nasceu para ser poetisa e escritora. Escreves muito bem e tens o que toda escritora e poetisa tem: Percepção e visão das coisas da vida. Esse dom que só possuem os agraciados como poetas e escritores. Continues sempre a escrever sobre tudo,todos e sobre qualquer coisa e assim serás reconhecida como mereces.
ResponderExcluirHilton
Francamente, amei. Obrigada mesmo pelas palavras. Se eu tenho percepção e visão das coisas da vida, espero não perder isso.
ResponderExcluirMais uma vez,
agradeço as suas palavras.