sexta-feira, 12 de abril de 2013

Dando um tempo - Face

Decidi dá um tempo... Nada de face, nada de ficar online para ninguém. Perco tanto tempo olhando coisas no face que acabo deixando a minha vida de lado. Perdi as contas de quantas vezes eu desativei o face. Estou aqui on, porém ninguém sabe. Querendo falar comigo podes usar o meu número. Afinal, de tantas compartilhadas eu fico apenas na superficialidade da vida, onde o meu foco está preso na observância da vida dos outros...
Só apenas um tempo, um tempo para mim, é apenas o que eu preciso. Da última vez só levei três dias. E agora? Eu não tenho ideia. Talvez amanhã já esteja ativada, talvez só reative no meu aniversário... 
Sei lá...
Espero que a nossa relação não seja afetada. Será que o face sentirá a minha falta? Ele sempre pergunta "como você está, Samanta?", "o que andas pensando, Samanta?". Ainda não sei o porquê dele ainda não se referir a mim pelo meu apelido, afinal eu deixei um "Sah" no lugar onde ele assim pergunta. Ele parece se preocupar comigo... Ou ser o extremo do enxerido... Ou um amigo cuidadoso... Ou apenas um jeito de tentar atiçar o usuário a escrever alguma coisa... Assim poderia atrair a atenção dos contatos para curtir, ou comentar, ou compartilhar... Assim terias mais visualizações, poderias adicionar mais contatos, ou até mesmo convidar outros para usar esse meio atual de comunicação ativa mundialmente. 
Ferramenta útil, confesso. Temos a oportunidade de conversar com qualquer um que estiver conectado... Agora... Será que estamos trocando a vida humana pela vida virtual? Penso que precisamos de uma hora humana, uma hora superior que a gente oferece para as máquinas... As vezes penso que estamos vivendo uma versão de um filme em que eu assisti, em que os homens ficam em casa, deitados em uma espécie de cama, controlando androides, um tipo de robô com a mesma aparência de quando os usuários eram jovens, na versão dos perfis virtuais. Eu sei que alguns filmes já vem falando sobre esse assunto já algum tempo. Um dos que posso falar é de Tempos Modernos. A primeira versão dessa ideia que eu vi, onde o homem vive ao lado da máquina. Um outro que posso citar também é infantil, onde os seres humanas saem da terra para os robôs poderem 'limpá-la', afinal, com essa corrida tecnológica, os seres humanos não se importaram, em maioria, em dá um destino sustentável ao que era deixado de lado. Chega a ser curioso o motivo em que criaram esse filme, a do Wall-E. Como se quisessem apenas repassar a mensagem para as crianças dessa possível ameaça, a de a terra ficar inabitável, de a terra correr o risco de virar um território de lixo tecnológico. É interessante notar que essa é uma boa ideia, mas será que vai funcionar? Vai, se todas elas puderem refletir sobre e não ficar presa apenas na superfície das imagens...
Enfim... É apenas um afastamento temporário do face... Tentar ver a vida com os meus olhos e não por uma tela fria de um computador, de um celular ou de qualquer meio tecnológico. As vezes penso que estamos nos tornando humanos desumanos, humanos que está perdendo o poder do tato, o poder de... 
Isso é apenas um pensamento...
Talvez eu já esteja on amanhã...




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