segunda-feira, 1 de abril de 2013

Na Quarto, Na Praia, Na Cama

Naquela casa tão bonita, em frente da minha, não acreditei. Tive que conferir o material. Era largo e bastante confortável. O quarto era uma obra de arte, era simplesmente magnífico. Os adornos pareciam ser feitos por encomendas!
Adentrei, não acreditei. 

De repente sinto uma mão pegar a minha mão. Ao me virar vejo que quem estava fazendo isso era o dono da casa. 

- Oi - eu disse meio que sem graça - tudo bem? - falei pra ele. 
- Oi. Estaria se você tivesse me avisado que viria pra cá hoje. O que houve? - ele disse ainda olhando sério pra mim.
- eu preciso falar com você, sim? - eu disse, tentando não transparecer o quão nervosa eu estava. O problema era que eu começava a ter frio e não quando eu não conseguia controlar, isso piorava as coisas.
- agora? - ele disse. Claro que era agora, por qual motivo ele desse aquilo? Ouvi um barulho que vinha do andar de baixo.
- o que foi isso? - eu disse.
- o gato - ele dissera. Desde quando ele tinha um gato?
- podemos? - eu disse, meio imprecisa.
- pode falar - ele.
- podemos dá uma pequena caminhada? - isso faria meu corpo esquentar e relaxar.
- se preferes assim - ele disse dando meia volta e saindo do quarto. Havia algo estranho naquele quarto, algo  que eu não tinha reparado antes.
- Luana? - ele disse voltando para o quarto - Vamos? - Ele disse com uma pontada de dúvida na voz.
- Sim - Disse isso dando uma última olhada no quarto e saindo.
Fomos caminhar na praia, próxima a minha casa. O vento estava muito forte, meus cabelos voavam sem controle. Acho que não fora uma boa ideia ter escolhido ali. Tudo bem.
- O que querias falar? - Ele começou. Andamos mais um pouco até encontrar um coqueiro.
- Eu tenho que ter só alguns minutos pra te falar isso. Escute. Depois fale, sim? - Eu disse.
- Comece então - Ele disse. Mexi um pouco na areia com o meu pé direito, respirei um pouco mais forte para clarear meus pensamentos e finalmente olhei pra ele.
- O que eu tenho que te falar é... - comecei. Pra que fazer essa introdução? Só pra delongar esse acontecimento? Não, o preferível era que eu passasse a informação a ponto de ser entendido e ver o que aconteceria após. - Tenho me segurado a um desejo de ter com você o que nunca tivemos juntos. Tenho saudade das brigas não ocorridas, das reconciliações não feitas. Das saídas sem ninguém conhecido por perto. - ele não falava nada, só olhava. 


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