Não conheço muito, do muito que eu sei, sei pouco.
As pessoas possuem maneiras distintas de ver a vida.
Pessoas têm uma maneira singular de tratar as pessoas.
Como saber se está tudo bem?
Impossível?
Possível.
Nos conhecemos no Marco Zero. Pleno Carnaval.
A noite trazia por costume o frio, mas no carnaval a companhia era o calor.
Havia tanta gente ali...
Enquanto tantos conversavam, brincanvam ou fazima qualquer coisa comum que se faz, eu estava lá. Não tinha como costume ficar em ambientes cheios de gente. Me sentia insegura, com medo. A senção é estranha... Tenho a impressão que as pessoas vão nos esmagar, ou, se sairem correndo, ao mesmo tempo, podem causar um tumulto grande. Só sei que não me sinto bem. "Controle-se Manta", era o que eu dizia a mim mesma. Fui a Torre Malakoff, havia um palco montado ali. Tinha pouca gente. Comecei a dançar. O ritmo era bom. E como era!
Ritmo cubano, ritmo latino. Sempre me sentia bem ao dançar cumbia e outros do gênero. Dançava para mim. Dançava sentindo prazer em dançar. Dança é bom, faz bem para o corpo e para mente. Tenho essa predisposição. As vezes danço só em casa, no meu quarto, no terraço... Em qualquer canto. Uma das poucas coisas que eu sei que sei fazer bem. Enfim, dançando.
Havia um cara lá, um cara de aparência assombrosamente perfeita, possuia olhos claros, cabelos castanhos, sorriso estampado. Eu iria convidá-lo para dançar, mas tirei essa noite para fazer o que minha amiga havia me dito 'faça eles te convidarem'. Foi isso que eu fiz. Dancei só, mostrei que eu estava me divertindo comigo mesma, e eu realmente estava. Se você é capaz de se divertir só, serás capaz de divirtir os outros também. Enfim, dancei.
Eu estava cansada, verdade. Tinha trabalhado o dia todo. Me divertia... Senti que eu estava provocando ele. Não sabia ao certo o quanto, afinal eu apenas dançava. Não sei se olhei muito para ele, apenas dancei.
Numa rodada, depois de algum tempo, ele chegou até mim e me pegou e continuou a dança. Foi divertido isso, bem mais do que eu havia premeditado. Convidar para dançar é bom, mas ser convidada a dançar... Isso é melhor ainda.
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